terça-feira, 30 de junho de 2009

Humor judaico


Jacó e Abraão estão andando na rua. De repente Jacó se vira para Abraão e pergunta:
- Abraão, se você tivesse dois Mercedes novinhos, você me daria um?
- Ora, Jacó, a gente se conhece há quanto tempo? Trinta anos? Nós somos mais do que amigos, somos irmãos. É claro que se eu tivesse dois Mercedes eu te daria um.
Alguns minutos depois, Jacó volta a perguntar:
- E se você tivesse duas lanchas de 32 pés, iguaizinhas, você me daria uma?
- Mas Jacó, se eu estou dizendo que somos irmãos! É claro que eu te daria uma!
E mais alguns minutos depois, Jacó pergunta de novo:
- Abrão, e se você tivesse dois sanduiches?
- Jacó, pode parar! Você SABE que eu tenho dois sanduiches.

Receita semanal


Chocolate Quente Especial


INGREDIENTES
1 litro de leite desnatado
1 lata de leite condensado
4 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de amido de milho
canela em pó para polvilhar





MODO DE PREPARO

Bater todos os ingredientes no liquidificador ( menos a
canela)
Levar ao fogo em temperatura média até o líquido ferver
engrossar
Servir em xícaras, polvilhar com canela
Para um sabor especial pode se colocar chantily sobre a xícara
de chocolate


Avião do Iêmen cai em Comores com 153 a bordo; jovem sobrevive

MORONI (Reuters) - Um Airbus A310-300 do Iêmen com 153 pessoas a bordo, incluindo 66 franceses, caiu no mar quando se aproximava do arquipélago de Comores, no Oceano Índico, em meio ao mau tempo nas primeiras horas de terça-feira. Uma menina de 14 anos foi resgatada viva do mar.

"Um médico do hospital militar a bordo de um dos botes de resgate telefonou ao hospital Mitsamiouli para dizer a eles que uma criança foi resgatada com vida", disse à Reuters Halidi Ahmed Abdou, médico do centro médico aberto em Comores para eventuais sobreviventes.

Ibrahim Abdourazak, uma autoridade no centro de crise em Comores, disse à Reuters que a menina de 14 anos era de um vilarejo no centro do arquipélago no oceano Índico.

Hadji Madi Ali, diretor do aeroporto internacional em Morini, havia dito anteriormente à rádio nacional que a menina resgatada tinha 5 anos. Ele disse também que cinco corpos também foram encontrados.

A autoridade aeroportuária de Paris disse que 66 franceses estavam a bordo do avião da companhia aérea Yemenia, que percorria o trecho final de um voo que levava passageiros de Paris e Marselha para Comores, via Iêmen. Um grande número de iemenitas também estava a bordo.

Dois aviões militares e um navio franceses deixaram as ilhas de Reunião e Mayotte, no oceano Índico, para ajudar nas buscas.

"Os aviões viram destroços no suposto ponto de impacto", disse Ibrahim Kassim, uma autoridade do organismo regional de segurança aérea ASECNA, à Reuters.

Este é o segundo Airbus a cair no mar no último mês, após o acidente com o Airbus A330-200 que voava do Rio de Janeiro a Paris quando se acidentou no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo em 31 de maio. Um relatório preliminar sobre esse acidente deve ser divulgado na quinta-feira.

O trecho Paris-Marselha-Iêmen do voo foi percorrido em um Airbus A330. Em Sanaa, os passageiros que se destinavam a Comores trocaram de aeronave, embarcando no A310 que acabou caindo.

O ministro dos Transportes da França, Dominique Bossereau, disse que falhas haviam sido detectadas durante inspeções na França no A310 da Yemenia e que a aeronave não havia retornado ao país europeu desde então.

"O A310 em questão foi inspecionado em 2007 pela DGAC (autoridade de transporte francesa) e eles notaram um certo número de falhas", disse ele ao canal de TV I-tele.

"A companhia não estava na lista negra, mas estava sujeita a checagens mais rigorosas de nossa parte, e estava prestes a ser entrevistada brevemente pelo comitê de segurança da União Europeia."

Sistema move cadeira de rodas usando o pensamento


A Toyota anunciou um sistema que permite dirigir uma cadeira de rodas usando apenas as ondas cerebrais, sem que a pessoa precise mover qualquer músculo ou falar. Criado numa parceria com pesquisadores japoneses, a fabricante assegura que o novo sistema está entre os mais rápidos no mundo para analisar essas ondas:leva apenas 125 milissegundos, de acordo com a agência Associated Press.

» Aparelho "lê o cérebro" para descobrir preferências

No sistema da Toyota, o usuário da cadeira de rodas usa um capacete capaz de ler as ondas cerebrais, que são enviadas para um aparelho de eletroencefalograma que fica na cadeira e posteriormente analisadas por um software.

A pesquisa sobre mobilidade é parte da estratégia da Toyota para ir além dos automóveis na tentativa de ajudar as pessoas a se locomoverem. Segundo os pesquisadores, o novo sistema permite que o cadeirante vá para a esquerda ou direita e para a frente, quase instantaneamente.

Já o movimento de parar a cadeira exige mais que o simples pensamento: o cadeirante deve inflar a bochecha - onde está instalado, num sensor colado à pele, o controle dos freios da cadeira.

Outras companhias, como a Honda, têm trabalhado com sistemas que transformam ondas cerebrais em movimentos mecânicos. As tecnologias estão em desenvolvimento e nenhuma das empresas têm previsão de lançamento comercial para seus sistemas.

Mozilla lança versão 3.5 do Firefox


A Mozilla deve liberar para download, nesta terça-feira (30), a versão final do navegador Firefox 3.5, que atualmente está disponível sob a etiqueta “release candidate”.

A data de estreia do Firefox 3.5 foi divulgada pelo engenheiro da Mozilla, Mike Beltzer, por e-mail, mas ainda não consta no blog e site oficial da fundação.

O aplicativo vai estrear com versões para Windows, Linux e Mac e em mais de 14 idiomas, entre eles o português para brasileiros. A principal inovação da versão é a estreia do motor TraceMonkey, o mais veloz desenvolvido pela Mozilla para processar códigos JavaScript.

O motor TraceMonkey é a resposta da Mozilla às melhorias de performance reveladas pela Microsoft no IE8 e, sobretudo, ao Google Chrome, reconhecido como um aplicativo leve e veloz.

Também promete melhorar a performance do software uma nova característica chamada de JavaScript Objetc Notation. O JSON permite a troca de dados direta entre browser e servidor e, segundo os desenvolvedores, é muito útil quando o usuário está trabalhando em um site que usa códigos pesados de Java, como os programas online do tipo editor de textos, planilhas e apresentações.

Já entre os recursos visíveis pelo usuário, há novidades como o botão para navegação com privacidade. A Mozilla também estreou a característica Location Aware Browsing, que permite ao usuário revelar sua localização por meio de configurações de browser.

A função pode ser útil para quem usa aplicações que levam em conta a localização do usuário, como ferramentas de mapas ou buscas baseadas em pontos de interesse próximos do usuário.

A partir desta versão, usuários do Firefox podem colocar e ler tags em arquivos de áudio e vídeo na web, um recurso que já existe para fotos há muitos anos. O novo Firefox 3.5 suporta ainda HTML 5.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lua de Saturno pode ter oceano tão salgado quanto os da Terra


Em 2005, a sonda Cassini descobriu jatos de poeira e cristais de gelo saindo da superfície da lua Encélado. Os jatos são tão fortes que uma parte deles escapa da gravidade da lua e abastece o anel mais externo de Saturno, o chamado anel E.

Em 2008, os cientistas Juergen Schmidt (Universidade de Potsdam) e Nikolai Brilliantov (Universidade de Leicester) desenvolveram uma teoria para explicar essas enormes colunas de vapor (veja Explicado gêiser espacial de uma das luas de Saturno). Para funcionar, a teoria pressupõe a existência de um oceano de água líquida abaixo da superfície congelada da lua de Saturno, algo até então não comprovado.

Israel prepara material para público brasileiro

ISRAEL — Para aproveitar o novo voo direto Sao Paulo-Tel Aviv, operado pela El Al desde maio deste ano, o Ministerio do Turismo de Israel, conta sua diretora no Brasil, Cleo Ickowicz, planeja intensificar as ações para divulgação do destino, ainda reconhecido como essencialmente religioso. "Temos um respaldo importante do ministério, que reconhece o Brasil como um mercado importante e de grande potencial de crescimento", disse Cleo em um jantar com jornalistas brasileiros em Tiberíades, cidade às margens do Lago de Tiberíades, tambem conhecido como Mar da Galileia.

Novos materiais de divulgação estão sendo preparados e existem outros já prontos, como um que explica a líderes religiosos cristãos o passo a passo para a montagem de um grupo para viajar para Israel, além do site em português, que ja está disponível (www.goisrael.com.br), mas que ganhará lançamento oficial no Brasil em breve. "Distribuo todos os materiais que tenho nos eventos de que participo e também enviamos por correio àqueles que nos solicitam", conta Cleo. O MTur de Israel participará da Feira da Abav, do Festival de Turismo de Gramado, da Expocrista, entre outros eventos, alem da promoção da terceira edição do Festival Gastronômico de Israel, no Intercontinental de São Paulo, em novembro deste ano.

Outro site que também pode servir de referência é o que foi criado para a visita do papa Bento 16 a Israel em maio deste ano, e que tem versão em português: www.holyland-pilgrimage.org.

Em jantar com jornalistas brasileiros em Jerusalém nesta semana, Tamara Faingerch, representante do departamento de Marketing do Ministério do Turismo de Israel, ressaltou que o principal desafio é desmistificar a noção de que o país não é um destino seguro.
Tanto Tamara quanto Cleo afirmam que seu lugar preferido no país é Jerusalém, mas que outros lugares merecem ser visitados e oferem grande diversidade de atividades, como passeios nos desertos de Israel (também citados como preferidos por ambas), birdwatching, o Mar Morto como destino de saúde e Eilat, ao sul e às margens do Mar Vermelho, um local excelente para mergulho e compras, já que lá os produtos são isentos do imposto VAT.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Um oceano escondido nas profundezas da Lua de Saturno


O que é que diferencia a Encélado de qualquer outra das luas de Saturno? Um enorme jacto de vapor de água, gás e pequenos grãos de gelo que brota do seu pólo sul, alimentando o anel exterior deste planeta. O mesmo no qual os cientistas detectaram sais de sódio. Uma prova, dizem, de que debaixo da superfície da lua existe um reservatório de água líquida.

Esta descoberta pode ter novas implicações na procura de vida extraterrestre, sendo esta lua um dos poucos locais dentro do nosso sistema solar com condições teóricas para a albergar.

"O sódio é considerado como o indicador perfeito da presença de um líquido", explicam os responsáveis do estudo publicado hoje na revista Nature. "Acreditamos que os minerais salgados no interior de Encélado saíram das rochas no fundo de uma camada líquida", disse Frank Postberg, segundo o comunicado revelado pelo Instituto Max Planck de Física Nuclear em Heidelberg, na Alemanha.

"Se a fonte de água líquida for um oceano, isso, juntamente com as medições de calor perto do pólo sul da lua e as componentes orgânicas detectadas nas plumas, podem providenciar um ambiente adequada em Encélado para o aparecimento dos precursores da vida", acrescentou Postberg.

A descoberta dos sais de sódio foi feita graças às análises de dados enviados pela sonda Cassini, que está na órbita de Saturno, juntamente com experiências laboratoriais. Um dos objectivos desta sonda era analisar a composição dos jactos de vapor de água e gelo que são emitidos pelos géiseres deste satélite natural. Estas plumas, ejectadas a 400 metros por segundo, foram detectadas pela primeira vez em 2005.

As erupções refrescam a superfície desta lua de 500 km de diâmetro e geram um halo de pó de gelo em torno de Encélado, que fornece também material de construção para um dos seus anéis (o E). Foi neste que foram encontrados os vestígios de sódio. Segundo os investigadores, o oceano escondido sob a superfície poderá ter a mesma quantidade destes sais como os oceanos na Terra.

"A ideia original das plumas como géiseres com erupções violentas ao estilo de Yellowstone está a mudar. Elas parecem mais jactos contínuos de vapor e gelo alimentadas por um grande reservatório de água. Contudo, ainda não podemos dizer se a água está actualmente 'presa' dentro de grandes bolsas na grossa camada de gelo da superfície ou ligadas a um largo oceano em contacto com o seu núcleo rochoso", explicou Postberg.

Mas o estudo ainda não terminou e os cientistas terão nova oportunidade para analisar as plumas e a sua composição em mais um voo rasante (o último passou a apenas 50 quilómetros da superfície). Dois destes voos estão previstos para Novembro, segundo referiu uma das cientistas ligadas ao projecto da sonda Cassini, Linda Spike. Determinar a natureza e a origem do material presente nas plumas é uma das prioridades principais durante a próxima missão da Cassini, apelidada do Equinócio, refere o comunicado oficial.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Microsoft libera versão beta de antivírus para 75 mil clientes


A Microsoft liberou, a partir desta terça-feira, a versão beta do Microsoft Security Essentials. A solução gratuita contra ameaças virtuais estará disponível para as primeiras 75 mil pessoas que acessarem o site www.microsoft.com/security_essentials.

De acordo com comunicado à imprensa, o pacote antivírus tem versão em português para os brasileiros, em inglês para usuários dos Estados Unidos e Israel e em chinês simplificado para a República Popular da China. A versão beta está sendo oferecida, segundo a assessoria da empresa, para estes quatro países, apenas.

O software oferece proteção contra diversos tipos de software perigosos como vírus, rootkits e cavalos de Tróia. Se na varredura for detectado um arquivo suspeito que ainda não tenha sido registrado como malware, o programa alerta os pesquisadores da empresa para que façam novas análises. A Microsoft pretende tornar disponível a versão definitiva do produto de segurança a partir do final deste ano.

Antes mesmo do lançamento, outras empresas do setor de segurança minimizaram a iniciativa da Microsoft. Executivos da Symantec e da McAfee, de acordo com a agência Reuters, consideram que a Microsoft esteja propondo uma alternativa menos eficiente comparada à proteção plena que os pacotes de suas empresas oferecem aos clientes, uma vez que além de combaterem software maligno, têm recursos como firewall, codificação de dados, backup e controle de conteúdo.

Acordo de livre comércio do Mercosul com Israel obtém parecer favorável

O acordo quadro de comércio e o acordo de livre comércio firmados entre o Mercosul e Israel, respectivamente em 2005 e 2007, obtiveram nesta terça-feira (23) pareceres favoráveis da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. O livre comércio entre as duas partes, porém, não deverá valer para os territórios ocupados por Israel a partir de 1967, segundo modelo já adotado pela União Européia.

Ao apresentar seu voto, o relator da mensagem presidencial contendo os dois acordos, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), informou que o texto aprovado foi resultado de um amplo entendimento político. As negociações, relatou o senador, envolveram o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada de Israel em Brasília e o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que havia apresentado voto em separado na reunião anterior.

Em 1995, lembrou Azeredo, a União Européia celebrou um acordo de associação com Israel. E em 2005, por meio de um comunicado oficial, a Comissão Européia informou aos importadores que não se beneficiariam de tratamento aduaneiro preferencial os territórios ocupados desde 1967, que incluem áreas de assentamentos israelenses na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, em Jerusalém Oriental e nas Colinas de Golan.

Em seu voto, o relator sugere que o Congresso Nacional aprove os acordos, "no entendimento" de que o Brasil negociará "a exclusão da cobertura do acordo dos bens cujos certificados de origem indiquem, como procedência, locais submetidos à administração de Israel a partir de 1967".

Fronteira

A representação também deu pareceres favoráveis a três acordos destinados a aprofundar a integração com os países do Mercosul. O primeiro deles foi acordo celebrado em 2006 com o Paraguai para o desenvolvimento sustentável e a gestão integrada da bacia hidrográfica do Rio Apa. O acordo teve como relator o presidente da representação, deputado José Paulo Tóffano (PV-SP), que assinalou o pioneirismo do documento.

Segundo Tóffano, trata-se do primeiro acordo internacional assinado pelo Brasil que trata da gestão integrada de recursos hídricos - ao contrário de acordos interiores, que eram destinados principalmente à normatização do uso da água para navegação e geração de energia elétrica.

O segundo acordo - firmado em 2008 - destina-se a facilitar a prestação de serviços de saúde dos dois lados da fronteira entre Uruguai e Brasil. Segundo o voto elaborado pelo relator da matéria, senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), e apresentado pela relatora ad hoc, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o acordo evitará que brasileiros e uruguaios da fronteira tenham de se deslocar centenas de quilômetros para receber tratamentos disponíveis na mesma área urbana.

O terceiro acordo aprovado, que teve como relator o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), autoriza o Poder Executivo a doar ao Paraguai três aviões T-27 Tucano, que poderão atuar em operações de vigilância contra o contrabando de armas e drogas na fronteira. Ao celebrar os acordos aprovados, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse que a integração regional está chegando à "vida das pessoas".

Israel quer diálogo com Brasil sobre Irã, diz embaixador


Da BBC Brasil em Brasília - A preocupação do governo de Israel com o regime iraniano deve ser um dos temas do encontro entre o chanceler Celso Amorim e seu colega israelense, Avigdor Lieberman, que tem visita prevista ao Brasil para o dia 22 de julho.

Segundo o embaixador de Israel no Brasil, Giora Becher, seu governo quer "ampliar o diálogo" com o Brasil. "Infelizmente a questão iraniana é de extrema importância para nós", disse Becher.

Em entrevista à BBC Brasil, o embaixador disse não concordar com a proposta do governo brasileiro de que a aproximação com o Irã é melhor do que o isolamento ao país.

"Apenas a pressão política e econômica é capaz de mudar o curso dos acontecimentos no Irã", diz Becher.

Segundo ele, Brasil e Israel "têm ótimas relações, mas isso não significa que precisem concordar em tudo".

A seguir, trechos da entrevista do embaixador Giora Becher à BBC Brasil.

BBC Brasil - A visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, apesar de ter sido adiada, gerou bastante polêmica. Como o senhor vê essa aproximação entre Brasil e Irã?

Giora Becher - Infelizmente, a questão iraniana é de extrema importância para Israel. O fato de o atual regime defender sua capacidade nuclear e de ser bastante anti-israelense, inclusive negando o direito do Estado de Israel existir, é uma fonte de preocupação para nós. É uma ameaça concreta à nossa segurança e, também diria, à existência de Israel.

Como parte do processo de diálogo com outros países, estamos sempre expressando nossas preocupações em relação ao Irã. Tenho certeza de que nosso chanceler, durante sua visita ao Brasil, deverá discutir esse assunto com o governo brasileiro.

A visita de Ahmadinejad se tornou uma questão interna para o Brasil, que não tem nada a ver conosco. Infelizmente, Ahmadinejad, com sua personalidade, é um problema por si só. É uma pessoa que nega o Holocausto e que fala sobre uma conspiração judaica contra o mundo. Ele é alvo de críticas não só no Brasil, mas em todo o mundo.

BBC Brasil - A posição brasileira é de que uma política de aproximação, nesses casos, é melhor do que o isolamento. O senhor concorda?

Becher – Não. Acreditamos que a única forma de mudar o curso dos acontecimentos no Irã, e, especialmente, garantir que o país não terá uso militar para seu programa nuclear, é por meio da pressão. Pressão econômica e política. É a única forma. Mas, como eu disse, Israel e Brasil não precisam concordar em tudo. Temos o diálogo aberto com o governo brasileiro e o nosso papel é expressar nossa posição. E ouvir atentamente o que eles têm a dizer.

BBC Brasil - A reeleição do presidente Ahmadinejad, nessas condições, deveria impor algum tipo de mudança na relação entre Brasil e Irã?

Becher - Estamos na arena da especulação. Não sabemos qual será o resultado desse processo no Irã, não sabemos se o presidente Ahmadinejad será realmente eleito. Além disso, é uma decisão de cada país sobre como reagir a esse processo.

BBC Brasil - Ao comentar as eleições no Irã, o presidente Lula acabou sendo criticado por minimizar a possibilidade de irregularidade na contagem dos votos. Como o senhor analisa a postura do presidente Lula nesse caso?

Becher - Acho que devemos aguardar e ver se haverá algum tipo de manifestação oficial do governo brasileiro. O fato é que as coisas estão mudando rapidamente no Irã. Acredito que todos devemos estar atentos, inclusive o governo brasileiro, sobre o que está acontecendo lá, especialmente para ter certeza de que o regime não usará a força e que pessoas não tenham mais que morrer em nome da democracia.

BBC Brasil - O presidente Lula já esteve em mais de 100 países desde 2003, mas ainda não fez uma visita oficial a Israel. Esse fato diz alguma coisa sobre a relação entre os dois países?

Becher - Primeiro, gostaria de dizer que temos uma relação muito boa com o Brasil. Não apenas política, mas também econômica. E estamos trabalhando duro para ampliar essa relação, pois vemos o Brasil como uma liderança nas relações internacionais, especialmente na América Latina.

Um dos pontos mais importantes é a assinatura do tratado de livre comércio com o Mercosul, que aguarda a ratificação do Congresso brasileiro. Em breve, poderemos ver esse acordo na prática, o que nos permitirá dobrar a corrente de comércio entre os dois países nos próximos dois ou três anos, que atualmente é de US$ 1,5 bilhão.

Politicamente, temos uma relação muito boa também. Há consultas políticas frequentes entre os chanceleres. Esse ano, será aqui no Brasil, no ano passado, foi em Jerusalém. Temos duas importantes visitas previstas ao Brasil: a do presidente de Israel, que está prevista para novembro, e do nosso chanceler, que visitará Brasília no dia 22 de julho.

BBC Brasil - Então o convite ao presidente Lula está feito?

Becher - Sim, o convite está aberto. Esperamos que ele possa fazer essa visita até 2010, mas não há uma data prevista.

BBC Brasil - E o fato de o presidente Lula ter visitado tantos países, inclusive da região, países árabes, e ainda assim não ter ido a Israel... Como o senhor vê isso?

Becher - Não acredito que isso tenha a ver com política, um sinal de descontentamento em relação a Israel ou algo do tipo. Se essa versão existe, ela está distorcida. Essas visitas de chefes de Estado precisam ser muito bem coordenadas, é preciso encontrar o melhor momento para os dois lados.

O fato de ele não ter visitado Israel ainda não tem implicações políticas. Tenho certeza de que ele irá a Israel até o final de seu mandato.

A visita de nosso ministro das Relações Exteriores ao Brasil é a primeira dos últimos 15 anos. Isso não significa que Israel estivesse descontente com a política externa brasileira.Uma visita dessas requer pelo menos uma semana. Muita coisa tem de ser mobilizada.

BBC Brasil - O governo brasileiro tem dito que tem interesse em ampliar sua participação nas negociações de paz e, inclusive, essa mensagem foi reforçada pelo chanceler Amorim, durante sua última visita a Jerusalém, em janeiro. O senhor acha que o Brasil está preparado para dar esse passo?

Becher - Apenas para complementar sua pergunta anterior: o ministro Amorim já esteve diversas vezes em Israel. Sua última visita foi apenas há alguns meses. Nós nem sempre concordamos em tudo. E isso é parte do processo de diálogo. Temos nosso ponto de vista, nossas posições, e é muito importante também ouvir cuidadosamente o que o Brasil tem a dizer.

Eu sei que o presidente Lula e o ministro Amorim gostariam de ver um papel mais ativo do Brasil no processo de paz do Oriente Médio. O interesse brasileiro, a princípio, é bem-vindo. Nós entendemos que o Brasil quer ter um papel mais ativo e acreditamos que isso possa ser produtivo. Mas claro, o processo de paz é um assunto muito delicado. Qualquer país interessado em desempenhar um papel positivo nesse processo precisa compreender muito bem não apenas um lado, mas os dois lados. E agir de acordo e de forma imparcial.

Precisa ainda entender a preocupação do Estado israelense com a questão da segurança. Qualquer governo de Israel gostaria de ver um processo de paz realmente seguro, estável, não apenas em relação aos palestinos, mas também com sírios, libaneses e outros países da região. Mas temos também nossas preocupações, sobretudo com a segurança, com nossa história. Existem pontos muito complexos e delicados, como a questão de Jerusalém, como resolveremos a questão dos refugiados palestinos, que estão não apenas em Gaza, mas também em outros países árabes.

Nós não queremos assinar um acordo de paz e depois entrar em uma nova rodada de conflitos. Portanto, qualquer país que queira participar do processo de paz deve entender os dois lados. Eu diria que essa é uma condição básica, ou seja, ser imparcial e conhecer os dois lados. E é isso que esperamos não apenas do governo brasileiro, mas de qualquer outro país. Esperamos que todos prestem também atenção às nossas preocupações.

BBC Brasil - O assessor para assuntos internacionais do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, disse, na época da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em janeiro, que Israel estaria adotando "terrorismo de Estado". Como essas palavras repercutem, em sua opinião? Seria um sinal de que o Brasil não estaria agindo de forma imparcial?

Becher - Nós estamos cientes do que foi dito. E não acho que esse tipo de comentário seja produtivo para um país com interesse em desempenhar um papel mais ativo no processo de paz no Oriente Médio. É contraproducente.

Mas também sabemos que essas palavras foram dele especificamente. Não vimos esse tipo de reação do ministro das Relações Exteriores e tampouco, oficialmente, do presidente Lula. Preferimos pensar que esse não é um reflexo da posição brasileira. Caso contrário, seria totalmente parcial e mostraria falta de conhecimento sobre o que está acontecendo em nossa região. Essas palavras não contribuem para o processo de paz.

BBC Brasil - O governo brasileiro tem defendido abertamente, inclusive na ONU, a posição síria sobre as Colinas de Golã, território que atualmente está sob jurisdição de Israel. O senhor teve a oportunidade de discutir esse assunto com o governo brasileiro?

Becher - Isso não é uma novidade. O Brasil vem repetindo seu voto na ONU ano após ano. O Brasil não é o único país do mundo que condena Israel nessa questão. Como eu disse, não precisamos ter a mesma posição em tudo.

Quando o assunto estiver sobre a mesa com os sírios, certamente vamos considerar a opinião de todos os países. Mas claro, a questão principal aqui é a segurança de Israel. E é isso que gostaríamos que o mundo, o Brasil, entendesse melhor. As Colinas de Golã são estratégicas para o controle do norte de Israel.

BBC Brasil - A Venezuela está em processo de adesão ao Mercosul e o país não tem relações diplomáticas com Israel. A entrada da Venezuela no grupo pode prejudicar as relações do Mercosul com Israel?

Becher - Não acredito que isso traria implicações para a nossa relação comercial com o Mercosul ou com qualquer dos quatro países. Durante anos e anos tivemos ótimas relações com o povo venezuelano e com o governo. Essa decisão de cortar relações diplomáticas com Israel é uma decisão do atual presidente. Esperamos e rezamos pelo momento no qual nossas relações com a Venezuela possam ser retomadas. Sabemos que a povo da Venezuela não é anti-israelense, de forma alguma.

BBC Brasil - O pronunciamento do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, no último dia 14 de junho, foi bastante esperado. No entanto, alguns jornalistas argumentaram que a menção a um Estado palestino teria sido feita "a contragosto". Como o senhor avalia esses comentários? Além disso, o senhor acha que o atual governo israelense está realmente comprometido com a ideia de um Estado palestino?

Becher - Antes de tudo, não há como saber o que se passa no coração do primeiro-ministro Netanyahu. Por isso, não é possível afirmar que ele não queria dizer aquilo. Como alguém pode saber? O importante na política é o que se diz. O que eles pensam, o que eles falam com suas esposas à noite, eu não sei. O que eu sei é o que está no discurso, e posso dizer que foi um discurso muito importante.

Por um lado, abriu a possibilidade de uma negociação de paz com os palestinos e com o restante do mundo árabe. E por outro, também expressou nossas preocupações.

Eu só posso lamentar a reação de alguns setores do lado palestino e do mundo árabe, que foi mais ou menos negativa. Eu acredito que o mais importante é que estamos prontos para ver um Estado palestino e que vamos começar as negociações.

Isso não quer dizer que o primeiro-ministro deveria, já no discurso, fazer concessões. Não era nem espaço ou o momento certo para isso. O assunto deve ser discutido na mesa de negociações. Eu gostaria de ver, primeiro do lado palestino, uma disposição para começar a negociação sem pré-condições. Os palestinos podem trazer suas preocupações para uma discussão posterior.

Gostaria também de ver a contribuição de outros países árabes ao processo de paz, começando pela normalização das conversas com Israel. Não significa que veremos amanhã uma embaixada de Israel na Arábia Saudita, mas é importante que os países árabes comecem a fazer algum tipo de contato com Israel. Isso mostraria à população de Israel que eles estão dispostos a contribuir para o processo, e não apenas sentados ao lado, esperando que palestinos e israelenses façam alguma coisa. Precisamos do apoio de todos os países árabes. E gostaríamos de ver um sinal do lado deles.

São Paulo recebe a 2ª Mostra do Audiovisual Israelense


SÃO PAULO – Mais de 20 filmes compõem a 2ª Mostra do Audiovisual Israelense que vai até dia 28, em São Paulo. Entre curtas e longas – documentários, ficções e animações –, o público poderá assistir a novos filmes de Amos Gitai e Amos Kollek, além de um panorama comemorativo dos 100 anos de Tel-Aviv.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Paz é possível se regime iraniano mudar, diz premiê israelense


BERLIM - Israel pode procurar ter uma relação pacífica com o Irã se o país islâmico for liderado por um governo diferente, afirmou nesta segunda-feira, 22, o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, em entrevista ao jornal alemão Bild.

Segundo o premiê, a agitação social no Irã após a eleição presidencial, cujos resultados são questionados, mostra que muitos iranianos desejam liberdade eleitoral. Os protestos começaram há uma semana, quando partidários do candidato da oposição Mir Hossein Mousavi questionaram sua derrota para o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

"Se os partidários de Mousavi tivessem tido livre escolha, não tenho dúvida de que eles teriam um governo diferente", declarou Netanyahu. "O Irã é um Estado teocrático, totalitário e brutal que não oferece realmente uma livre escolha para o povo", acrescentou.

Sem nomear especificamente nem Ahmadinejad nem Mousavi, o premiê afirmou que Israel queria ver um governo iraniano que não patrocinasse o terrorismo, não procurasse armas nucleares e nem encorajasse a negação do Holocausto. "Sob um regime diferente, relações amigáveis que prevaleceram no passado podem ser restauradas", disse Netanyahu.

Falando de forma mais ampla sobre a perspectiva de paz no Oriente Médio, o premiê israelense afirmou esperar que nações árabes trabalhem para normalizar as relações com Israel e promovam a criação de um Estado palestino autônomo, mas desmilitarizado.

"Queremos que os palestinos tenham todos os poderes para terem seus governos, exceto aqueles que poderiam ameaçar Israel. Um governo palestino não precisa de foguetes e mísseis. Não queremos ter um outro Irã próximo de nossas fronteiras."

O premiê acrescentou que, para Israel apoiar um Estado palestino, é necessário que os palestinos reconheçam o direito de Israel de existir. "Se pedirem que reconheçamos um Estado palestino, esperamos que os palestinos reconheçam um Estado judeu."

Rússia compra aviões sem piloto de Israel por US$ 53 milhões



Rússia compra aviões sem piloto de Israel por US$ 53 milhões

MOSCOU, Rússia (AFP) — A Rússia anunciou nesta segunda-feira a compra de Israel de 12 aviões militares sem piloto por 53 milhões de dólares.

"O contrato prevê a compra de 12 aviões sem piloto. Ainda não os recebemos, já que o contrato foi assinado há pouco tempo", afirmou Viacheslav Dzirkaln, vice-diretor do Serviço Federal Russo de Cooperação Militar-Industrial.

O jornal Kommersant já havia informado no início de abril a conclusão de uma negociação com a empresa Israel Aerospace Industries.

Com a compra, Moscou tenta remediar o atraso no campo do reconhecimento aéreo, revelado pela guerra na Geórgia, em agosto de 2008.

Este é o primeiro contrato militar entre Israel e Rússia, um fornecedor tradicional de armas a Síria e Irã, inimigos declarados do Estado hebreu.

sábado, 20 de junho de 2009

Havdalá

" Que o Shabat seja como uma Pintura ETERNIZADA no tempo e em nossas mentes."

Shavuah Tov

Ponta Grossa 20 de junho de 2009

Apos os louvores ao Eterno tivemos a mensagem ministrada pelo nosso Zaquen Ailton no qual abordou a historia de Saul e sua desobediência e a sua recompensa por isso.(1 Samuel 15)

"Muitas vezes queremos fazer as coisas de nossa maneira como Saul fez, ao envés de fazer o que O Eterno lhe ordenara proferiu fazer as coisas como achou que seria melhor, mas quem somos nós para questionarmos as ordenanças de Hashem? Muitas vezes temos que fazer as coisas como Deus quer que seja, Deus quer obediência."

Ponta Grossa 20 de junho de 2009

Shalom.

Bem vocês devem estar pensando ué por que dessa foto antiga...este microfone antigo,este pandeiro aposentado??....ha ha

Bem neste Shabat dia 20 de junho nossos equipamentos estavam todos em Curitiba/PR. pelo fato da impossibilidade de alguem de nossos amados haverim não puderam trazer-los até nós os equipamentos foram para o forum e acabaram ficando por la mesmo,tivemos que nos virar pois a obra do eterno não pode parar, por isso tiramos algumas coisas do fundo do bau, "RS" o nosso querido haver Eliel tocou violão, eu toquei o amado pandeiro, Mara,Anderson,Eliel no vocal, Átila na mesa de som de 8 canais staner da época que" Moshe era DJ" " RS " , mais não nos desanimamos e mesmo assim fizemos os louvores e a congregação participou com muita alegria.

shalom

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Microsoft se prepara para lançar antivírus gratuito


A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (18) que uma versão beta do serviço gratuito de segurança para computadores Microsoft Security Essentials será liberada a partir da próxima terça-feira, 23 de junho.

Já a versão final do produto deverá chegar ao mercado até o fim deste ano, no que pode ser o maior desafio já enfrentado pelo setor de software antivírus, que movimenta bilhões de dólares anuais.

O novo produto da Microsoft oferece proteção contra diversos tipos de softwares maliciosos, como vírus, spyware, cavalos de Tróia e rootkits. Caso a varredura do programa detecte um arquivo suspeito que ainda não esteja registrado como malware, o software alerta os pesquisadores da empresa para que façam mais análises.

O lançamento gratuito surge depois de um esforço frustrado para vender um pacote de software de segurança chamado Live OneCare, que a Microsoft lançou há três anos, mas que a empresa anunciou que pretende tirar do mercado em novembro.

Especialistas do setor que realizaram testes prévios do Security Essentials dizem que seus recursos e qualidade se equiparam aos produtos antivírus da Symantec, McAfee e Trend Micro, cujo uso custa cerca de US$ 40 (cerca de R$ 80) anuais.

"A notícia é boa para os consumidores e ruim para os concorrentes", disse Roger Kay, analista do setor de computadores na Endpoint Technologies Associates.

As empresas de segurança, no entanto, minimizaram a ameaça da Microsoft. Executivos da Symantec e da McAfee desconsideram o esforço da empresa como uma alternativa menos eficiente à proteção plena que oferecem com seus pacotes de segurança mais vendidos.

A oferta da Microsoft combate apenas software malignos, enquanto os produtos mais procurados de seus concorrentes no segmento de segurança incorporam outros recursos, como cifragem, firewall, backup de dados e controles de conteúdo.

Mesmo assim, Rob Enderle, analista do Enderle Group que acompanha de perto o setor, disse que os consumidores não precisam de todos esses recursos.

"Se houver um produto bom o bastante distribuído de graça, como justificar pagar mais?", questionou.

Para os israelenses, Barack Obama é "pró-palestino", segundo pesquisa


JERUSALÉM, Israel (AFP) — Para uma maioria de israelenses, a administração de Barack Obama é mais pró-palestina que pró-israelense, segundo pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal Jerusalem Post.

Cinqüenta por cento da população judaica entrevistada considera que a administração de Obama é pró-palestina, contra 6% que a considera "pré-israelense" e 36% que a vê como "neutra"; o resto não emitiu opinião.

A pesquisa mostra uma nítida mudança da opinião pública em Israel em relação ao resultados de uma investigação similar realizada em meados de maio, antes do conciliador discurso para o mundo muçulmano que o presidente americano pronunciou no Cairo.

Uma maioria relativa dos judeus israelenses (31%) considerava então a política de Obama pró-israelense, enquanto que 14% a considera pró-palestina e 40% eram neutros.

Por outra parte, uma grande maioria de judeus israelenses (69%) é contra o fim da colonização nas grandes colônias da Cisjordânia ocupada, que Israel pretende respeitar no caso de um eventual acordo de paz com os palestinos. Das pessoas entrevistas, 27% estão a favor desse gesto, enquanto o resto não emitiu uma opinião.

A pesquisa foi realizada entre 16 e 17 de junho por um instituto independente com base numa mostragem representativa de 500 pessoas na população judia de Israel.

Acordo entre Mercosul e Israel será votado pela representação brasileira no parlamento do bloco


O Congresso deverá aprovar o texto do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel no entendimento de que o Brasil negociará a exclusão, da cobertura do acordo, dos bens cujos certificados de origem indiquem, como procedência, locais submetidos à administração de Israel a partir de 1967. A negociação será feita no âmbito de comitê conjunto previsto pelo próprio acordo. Isso é o que estabelece projeto de decreto legislativo elaborado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e que deverá ser votado nesta terça-feira (23) pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.

Em seu voto, Azeredo observa que, na fase congressual de aprovação dos acordos - o de Livre Comércio e o Acordo-Quadro de Comércio entre o Mercosul e o Estado de Israel - um aspecto merece ser ressaltado: "a questão palestina que perpassa a existência de Israel, inclusive em todo o seu sistema socioeconômico e produtivo". O senador lembra que o Parlamento Europeu vem chamando a atenção para a grave questão humanitária nos territórios ocupados e que, em 2005, a Comissão Europeia notificou aos importadores que produtos provenientes de locais submetidos à administração de Israel a partir de 1967 - os assentamentos israelenses na Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e Colinas de Golan - não poderiam beneficiar-se do tratamento aduaneiro preferencial estabelecido pelo Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel.

Conforme o relatório, o Acordo de Livre Comércio, assinado em dezembro de 2007, prevê a liberalização total de mais de 90% do comércio entre o Mercosul e Israel em até dez anos. Os produtos foram divididos em quatro cestas, com prazos diferenciados para o fim das tarifas de importação: imediato, quatro, oito e dez anos. Um pequeno percentual de produtos, entre 5% e 8%, estará sujeito a cotas de importação. Entram nessa lista produtos agrícolas, como açúcar, carnes e laticínios. Apenas 2% dos produtos estariam fora do acordo.

Em seu relatório, Azeredo afirma que o Acordo de Livre Comércio com Israel é parte do empenho do Mercosul em ampliar entendimentos com parceiros no Oriente Médio. Segundo o senador, na negociação do acordo o bloco atuou de forma coordenada com o objetivo de obter condições de acesso ainda mais vantajosas para as economias menores, "o que demonstra ser a agenda extra-regional do Mercosul, também, instrumento para o tratamento da questão das assimetrias no bloco".

O relator informa que a indústria brasileira comemora o acordo, porque aumentará a competitividade de seus produtos em Israel. Segundo Azeredo, os fornecedores brasileiros estão em desvantagem, porque Israel possui acordos de livre comércio com os Estados Unidos e a Europa. Além disso, o setor industrial brasileiro avalia que haverá um ganho tecnológico para o país, com acesso mais barato a sofisticados equipamentos israelenses de irrigação e segurança.

Doação de aeronaves

Também está na pauta da reunião de terça-feira projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a doar três aeronaves de fabricação brasileira, tipo T-27 Tucano, à Força Aérea Paraguaia também. De acordo com a proposição (PLC 5.234/09), as aeronaves serão doadas no estado em que se encontram e as despesas com seu traslado serão custeadas pela Força Aérea Paraguaia. O relator é o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), que apresentou voto favorável à matéria.

Outras propostas que deverão ser votadas são o Acordo de Cooperação entre Brasil e Paraguai para o Desenvolvimento Sustentável e a Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio Apa (PDS 112/08) e o acordo que permite a residência, o estudo e o trabalho de fronteiriços brasileiros e uruguaios com o objetivo de prestação de serviços de saúde.

A reunião, marcada para as 14h30, será realizada no plenário 19 da Ala Alexandre Costa.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cientistas encontram provas de que lagos existiram em Marte


Ilustração de como seria o lago em Marte


WASHINGTON - Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado (UC), nos Estados Unidos, afirma ter descoberto as primeiras provas conclusivas da existência de margens de um lago que existiu em Marte.

Os cientistas calculam que o lago existiu há cerca de 3,4 bilhões de anos, cobria cerca de 200 quilômetros quadrados e tinha profundidade máxima de 450 metros, disse Gaetano Di Achille, que liderou o estudo, em comunicado.

A existência de um lago reforça a possibilidade de que formas de vida possam ter existido em Marte.

A suposta margem de um lago descoberta inclui uma série de falésias e galerias que podem ser os restos de depósitos nas praias.

"Esta é a primeira prova sem ambiguidades de margens na superfície de Marte", relatou Di Achille. "A identificação das margens e as provas geológicas que as acompanham nos permitem calcular o tamanho e o volume do lago".

As conclusões foram publicadas na revista virtual Geophysical Research Letters, publicada pela União Geofísica Americana.

Este não é o único grupo de cientistas que afirmou ter encontrado provas da existência passada de lagos em Marte. Em 2008, uma equipe de pesquisadores anunciou a descoberta de um lago na cratera Holden.

A análise das imagens captadas indica que a água escavou um cânion de quase 50 quilômetros de comprimento e depositou sedimentos que formaram um extenso delta, segundo os cientistas.

Este delta e outros que rodeiam a bacia apontam para a existência de um lago grande e duradouro, disse Brian Hynek, professor da UC.

Além disso, as imagens mostram que o lago existiu durante uma época na qual, de acordo com os pesquisadores, Marte foi um planeta frio e seco.

"Esta pesquisa não só prova que houve um sistema de lagos em Marte por muito tempo, mas também podemos ver que o lago se formou depois de um período quente e úmido" existente entre 4,1 e 3,7 milhões de anos atrás, explicou Hynek.

Israel não oferece Estado clássico a Abbas


JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não está oferecendo aos palestinos um Estado "no sentido clássico" disse o novo embaixador do país em Washington nesta terça-feira, citando os limites de soberania exigidos por Israel.

No domingo, Netanyahu usou as palavras "Estado palestino" pela primeira vez para descrever a que ele está preparado para aceitar como resultado das negociações com os palestinos. A linguagem foi pensada para diminuir a tensão com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - característica que marcou os três primeiros meses de Netanyahu no cargo.

Mas o líder israelense colocou uma condição para sua mudança de postura: que os Estados Unidos e outras potências mundiais lhe dêem garantias firmes de que qualquer futuro Estado palestino não terá exército nem controle sobre o espaço aéreo, além de um soberania limitada sobre as fronteiras e a política externa.

"Quando o primeiro-ministro e o governo usam a palavra 'Estado' agora, é preciso colocar uma série de ressalvas aí para que se entenda que o que nós estamos falando não é um Estado no sentido clássico, como é amplamente compreendido, mas um Estado que terá algumas -algumas- restrições substantivas em seus poderes", disse o enviado Michael Oren em entrevista à Reuters.

"É por essa razão que existiu uma relutância inicial para até mesmo usar a palavra 'Estado', porque quando você diz 'Estado', você carrega uma série de pressuposições aí", acrescentou Oren, historiador nascido nos Estados Unidos e especialista em assuntos do Oriente Médio que pretende assumir logo seu posto em Washington.

Potências ocidentais, e até mesmo muitos dos próprios palestinos, têm considerado que qualquer Estado palestino futuro decidido em acordo com Israel será "desmilitarizado", atendendo a uma exigência de Israel. As principais potências não disseram publicamente, no entanto, o que isso significa.

Ao tratar da sensível questão no importante discurso de domingo e ao exigir garantias futuras, Netanyahu colocou o governo Obama e seus mediadores-sócios do Quarteto do Oriente Médio - União Europeia, Rússia e Organização das Nações Unidas (ONU)- em uma posição difícil, disseram diplomatas ocidentais.

"É preciso colocar muita reflexão dentro disso. Quando você fala demais e muito cedo, você estraga as coisas", disse uma fonte do governo dos Estados Unidos.

Mesmo se Washington aceitar de forma privada as exigências de Netanyahu, as limitações severas à soberania palestina afetariam a posição do presidente Mahmoud Abbas dentro da Palestina, afirmaram os diplomatas.

Um experiente diplomata europeu prevê resistência dentro da União Europeia, por que a definição de desmilitarização de Netanyahu significa que "o controle da segurança ainda ficará nas mãos de Israel" mesmo depois que um Estado for estabelecido na Cisjordânia, atualmente sob ocupação de Israel, e no enclave costeiro da Faixa de Gaza.

"Isso não cumpre com o que a maioria dos cientistas políticos pensa por Estado", afirmou Nathan Brown, da Fundação Carnegie pela Paz Internacional, em Washington.

Israel volta a rejeitar interrupção na construção de assentamentos


O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, reiterou, nesta quarta-feira, durante um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em Washington, que o governo de seu país não pretende congelar completamente a expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia.

A interrupção na expansão destes assentamentos em territórios palestinos tem sido um dos pontos de maior atrito entre o governo do presidente americano, Barack Obama, e a administração do premiê israelense, Binyamin Netanyahu.

O governo americano tem insistido para que Israel interrompa as construções na Cisjordânia, o que os israelenses rejeitam. Durante o encontro com a secretária de Estado americana, Lieberman reafirmou a posição expressada pelo primeiro-ministro Netanyahu no último domingo, quando ele admitiu pela primeira vez a criação de um Estado palestino, mas não se comprometeu com a interrupção na expansão das colônias.

"Não podemos aceitar o congelamento total de nossos assentamentos. Acho que devemos manter seu crescimento natural. O primeiro-ministro (Netanyahu) disse isso em seu discurso (de domingo). Esta é (nossa) posição", afirmou Lieberman durante uma coletiva de imprensa ao lado de Hillary Clinton. O chanceler israelense - que fez sua primeira visita oficial a Washington nesta quarta-feira - ainda afirmou que esta posição havia sido acordada entre Israel e o governo do ex-presidente dos EUA, George W. Bush.

"Nós tivemos entendimentos com o governo anterior (dos EUA) e tentamos seguir nessa direção. Estamos também prontos para negociações diretas com os palestinos", disse Lieberman. Durante a entrevista, Hillary Clinton discordou publicamente da posição do chanceler israelense e afirmou que o governo Obama defende a interrupção na expansão das colônias nos territórios da Cisjordânia.

"Como já afirmou o presidente Obama, nós queremos ver uma interrupção (na expansão) dos assentamentos. Consideramos isto uma parte essencial dos esforços para se buscar um acordo de paz amplo e a criação de um Estado palestino ao lado de um Estado judeu-israelense seguro", afirmou.

Concessões

De acordo com Kim Ghattas, correspondente da BBC em Washington, os governos dos Estados Unidos e de Israel discutem a questão dos assentamentos há semanas, sem muito progresso.

Segundo a correspondente da BBC, os dois lados continuam reafirmando suas posições e nenhum parece disposto a fazer concessões.

O assunto deve voltar a ser discutido em um encontro entre o premiê israelense Binyamin Netanyahu e o enviado especial do governo dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, na semana que vem.

Clinton, no entanto, deixou claro que os EUA esperam que o governo israelense faça concessões.

"Se olharmos para a história israelense, houve primeiros-ministros que defendiam posições e foram mudando ao longo do tempo", afirmou.

"Houve evolução no pensamento. Eu considero que o primeiro-ministro Netanyahu, ao reconhecer as aspirações por um Estado palestino no discurso de domingo, disse algo que muitos estavam esperando".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ministro da Justiça rejeita mudanças na Lei Seca e comemora resultados

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira (17), pouco antes de participar de seminário sobre anistia na Câmara dos Deputados, que o governo está satisfeito com os resultados da “Lei Seca”, que completa um ano no próximo dia 20. Ele descartou possíveis mudanças na legislação como criar um número mínimo de fiscalizações para cada região do país ou obrigar os motoristas a fazer o teste do bafômetro.

“A lei tem que ser compreendida como o início de uma grande mudança e não como a finalização. Essa mudança que a lei determina tem que ser acompanhada de uma fiscalização muito rígida que agora que está começando a ser feita e também precisa de uma mudança cultural. Então, a lei sinaliza um futuro. Agora, que já melhorou isso é absolutamente visível e os dados divulgados pelas cidades mostram isso”, avaliou.

O ministro também rejeitou mudanças na lei, como a obrigatoriedade do teste do bafômetro. “Isso [obrigar o teste do bafômetro] não é possível fazer. É tecnicamente impossível. Seria um ato fascista do Estado. Agora, a pessoa que se recusa a usar o bafômetro ela sofre uma sanção, ela pode ser multada. Por enquanto, não precisa de ajuste na lei. Se tiver algum ajuste é para tornar mais rigorosas as multas. Mas ainda não estamos pensando nisso”, explicou.

Tarso disse que a mudança provocada pela lei é mais visível nos estados que receberam os bafômetros logo após a sanção da lei e que alguns estados demoraram para adaptar seus regimes de fiscalização.

“[O resultado] é diferente de região pra região. Se pegar os estados que receberem os bafômetros assim que eles chegaram, ali a queda do número de mortes e acidentes é muito grande. No Rio de Janeiro, por exemplo, o número de mortes caiu 24%. Outros [estados] recém pegaram os bafômetros até porque não estavam preparados para utilizá-los”, disse.

Questionados sobre quais estados não haviam se equipado com os bafômetros, o ministro evitou nomeá-los, mas afirmou que agora todos estão equipados. “Eu prefiro não dizer quais. Eles não pegaram os bafômetros porque não estavam atentos e quando começaram a sair as notícias que os bafômetros estavam estocados os estados foram lá e buscaram”, revelou o Tarso.

O ministro disse que essa demora provocou um afrouxamento da fiscalização em todo país. “Houve um afrouxo e depois houve um arrocho na medida que os estados foram recolhendo os bafômetros para fazer a fiscalização. Isso aí diminuiu as mortes e aumentou o número de prisões em flagrante e também aumentou o número de autuações”, afirmou.

Crise no Irã divide autoridades e analistas israelenses


A crise após as eleições no Irã divide as opiniões em todos os setores da sociedade israelense, tanto no poder, como entre os analistas e a população.

Alguns acham que a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad "é melhor para Israel" e outros demonstram preocupação com sua reeleição e a repressão aos reformistas.

O chefe do Mossad (serviço de inteligência de Israel), Meir Dagan, afirmou, em uma reunião com a comissão de Segurança do Parlamento que, "se (Mir Houssein) Mousavi ganhasse, seria mais difícil explicarmos a questão iraniana para o mundo, pois ele tem uma imagem de moderado".

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota declarando que "se havia alguma esperança de mudança no Irã, a reeleição de Ahmadinejad expressa o agravamento da ameaça iraniana".

Segundo a imprensa local, nos bastidores, a maioria dos líderes políticos concordam com a opinião do chefe do Mossad e acham preferível a vitória de Ahmedinejad.

A crise pós-eleitoral iraniana desperta um grande interesse em Israel, principalmente pelas ameaças feitas pelo presidente do Irã de "destruir Israel" e pelo desenvolvimento do programa nuclear no país.

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu chegou a afirmar algumas vezes que o Irã poderia causar um "segundo Holocausto", fortalecendo mais ainda os temores da população de que o programa nuclear iraniano poderia resultar na fabricação de uma bomba atômica que seria lançada contra Israel.

De acordo com o analista Amos Harel, do jornal Haaretz, "paradoxalmente, parece que do ponto de vista de Israel, a vitória do atual presidente Mahmoud Ahmedinejad é preferível, pois a vitória do candidato reformista poderia encobrir a face da ambição nuclear iraniana com uma máscara atraente".

"Membros importantes das Forças de Defesa Israelense, como o ex-chefe do Mossad Efraim Halevy, disseram que o comportamento do presidente iraniano, considerado no Ocidente como quase louco, contribuiu para os interesses de segurança israelenses", afirma Harel.

Já Oded Granot, analista do canal estatal da TV israelense, discorda dessa visão.

'Hezbollah'

"Aqueles que dizem preferir a vitória de Ahmadinejad estão em 'boa companhia', junto com Hezbollah, a Síria e a China", ironizou Granot.

"Não se pode ignorar as justas aspirações dos reformistas iranianos por liberdade de expressão e por uma maior abertura do Irã", acrescentou.

"E para Israel também seria melhor se a liderança do Irã fosse mais moderada e se naquele país houvesse mais democracia", disse o analista.

De acordo com opiniões ouvidas pela BBC Brasil nas ruas de Tel Aviv, a população israelense também está dividida sobre a crise iraniana.

"Para nós é melhor que o mundo veja a cara feia de Ahmedinejad do que a cara bonitinha do outro (Mousavi), assim talvez nos ajudem a impedir que eles tenham a bomba atômica", disse o alfaiate Avraham Babaiof, de 58 anos.

Para a professora de artes Maya Lerman, de 31 anos, é "óbvio que é melhor que os reformistas ganhem".

"Eu me identifico com os jovens do Irã e espero que eles consigam derrubar Ahmadinejad, acho um absurdo essa repressão à liberdade de expressão e essas fraudes nas eleições", afirmou.

"Acho que para Israel também é melhor que o candidato reformista ganhe, ele é mais moderado e com ele poderá ser mais fácil dialogar", acrescentou Lerman.

Arqueólogos de Israel revelam obra de arte com 1.700 anos

Mosaico multicolorido data dos séculos finais do Império Romano.
Achado aconteceu em Lod, na região central do país.

A Autoridade de Antiguidades de Israel divulgou imagens de um mosaico de 1.700 anos descoberto na cidade de Lod (região central do país). No total, a obra de arte do fim do período romano cobre cerca de 180 metros quadrados, com imagens coloridas de mamíferos, aves, peixes, plantas e barcos da época. O local acaba de ser escavado e vai virar um centro arqueológico.

Palestinos criticam postura de Netanyahu para negociar a paz

ABU DIS (CISJORDÂNIA) - O principal negociador palestino, Ahmed Qureia, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, deve retomar as negociações de paz do ponto onde elas pararam com o governo anterior de Israel, que era mais moderado. Netanyahu, porém, quer reiniciar o processo desde o começo.

O antecessor de Netanyahu, Ehud Olmert, dirigiu um ano de amplas negociações com os palestinos que tocaram em assuntos delicados, embora nenhum acordo tenha sido tornado público.

Netanyahu afirma que Israel está pronto para retomar as negociações, mas se recusa a respeitar concessões feitas por Olmert. Palestinos afirmam que recusaram sua oferta de um Estado em Gaza, mais de 90% da Cisjordânia e partes de Jerusalém. Em um discurso público no domingo, Netanyahu confirmou que tal oferta foi rejeitada.

Durante o discurso, o premiê endossou pela primeira vez a ideia de um Estado palestino. No entanto, ele listou uma série de condições rejeitadas pelos palestinos, incluindo a recusa em compartilhar o controle de Jerusalém, desmilitarização e reconhecimento de Israel como um Estado judeu.

Ex-presidente

Ainda sobre o conflito entre Israel e Palestina, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter criticou o bloqueio de Israel durante uma viagem para Gaza, e encorajou o grupo militante islâmico Hamas a aceitar condições internacionais para encerrar seu boicote.

Em uma colação de grau de estudantes de escolas controladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Cidade de Gaza, Carter criticou o bloqueio em Gaza imposto por Israel e Egito após a tomada de controle do Hamas, afirmando que os cidadãos de Gaza "são tratados mais como animais do que como seres humanos".

A visita de um dia de Carter à Gaza ocorreu no fim de uma viagem também a Líbano, Síria e Israel, durante a qual ele encorajou autoridades dos países a agirem para o fim do conflito no Oriente Médio. Carter, que ajudou a estabelecer o histórico tratado de paz entre Israel e Egito, tem um papel importante, embora não oficial, nos esforços de paz na região.

Carter afirmou que um dos principais objetivos de sua viagem era persuadir o Hamas a aceitar as condições do Ocidente: renunciar à violência, reconhecer Israel e aceitar acordos prévios firmados entre Israel e palestinos. Mas o Hamas se recusa a atender tais condições.

"Tenho que conter minhas lágrimas quando vejo a destruição deliberada realizada contra os palestinos", disse Carter, notando que muitas armas israelenses são construídas e fornecidas pelos Estados Unidos. "Me sinto parcialmente responsável por isso, como deveriam se sentir todos os norte-americanos e israelenses", acrescentou ele.

Durante a visita, o ex-presidente dos EUA também disse que entregaria ao Hamas uma carta para Gilad Schalit, soldado israelense capturado há quase três anos, escrita por seus pais, com quem Carter se encontrou em Israel.

Schalit foi capturado por militantes do Hamas durante um ataque na fronteira. Abu Obeida, porta-voz da ala militar do Hamas, afirmou que iria "estudar a possibilidade de entregar a carta".

Durante a visita de Carter, a segurança do Hamas encontrou o que pareceu serem explosivos enterrados na areia, perto da rota do ex-presidente dos EUA. Ninguém ficou ferido e não estava claro se Carter era o alvo. O ex-presidente afirmou não acreditar em relatos de um complô envolvendo bombas para matá-lo.

Vazamento de combustível volta a adiar missão do "Endeavour"


Washington, 17 jun (EFE).- A missão do ônibus espacial "Endeavour", que partiria nesta quarta-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) para trabalhos de 16 dias, voltou a ser adiada por causa de um novo vazamento de combustível, informou um porta-voz oficial.


O vazamento de gás de hidrogênio foi detectado em um duto que começa em um depósito externo, o mesmo lugar do vazamento anterior, que no sábado passado forçou o adiamento da missão.


A Nasa ainda não anunciou uma nova data para o lançamento, que agora não poderá acontecer antes de julho.


Quando finalmente decolar, a nave vai entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS.


O astronauta que será substituído é o engenheiro japonês Koichi Wakata, que voltará à Terra como tripulante do ônibus espacial após permanecer quatro meses na estação espacial.


A missão de 16 dias será uma das mais longas entre as realizadas pelas naves, cujos sete tripulantes devem fazer cinco caminhadas em torno do complexo.


A tripulação do "Endeavour" será comandada por Mark Polansky, que terá como piloto o astronauta Doug Hurley e contará com os astronautas especialistas Tim Kopra, Tom Marshburn, Dave Wolf, Christopher Cassidy e Julie Payette, da Agência Espacial do Canadá.


Kopra substituirá Wakata na ISS, o que transformará a estação em uma reunião de astronautas americanos, japoneses, canadenses e cosmonautas russos.


As atividades extraveiculares (EVA) serão realizadas por Wolf, Kopra, Marshburn e Cassidy.


Durante essas caminhadas, os tripulantes do "Endeavour", além de instalar as peças finais do laboratório Kibo, adicionarão duas plataformas ao módulo japonês. EFE

Gripe suína: vírus do Brasil e dos EUA são diferentes


São Paulo - Cientistas do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que anunciaram ontem a realização do sequenciamento de dois genes importantes do vírus A(H1N1), identificaram pequenas mutações ao comparar com os primeiros sequenciamentos feitos na Califórnia. A taxa de similaridade entre os vírus decodificados no Brasil e nos Estados Unidos ainda é superior a 99,5%. Pesquisadores consideram uma boa notícia que tenha havido tão poucas modificações. O vírus da gripe suína possui oito genes.

As amostras do microrganismo foram colhidas do primeiro paciente diagnosticado com a gripe suína em São Paulo, em abril. “Ainda não sabemos quais são os impactos dessas variações na ação do vírus”, diz Cecília Luiza Simões dos Santos, bióloga do instituto. Os pesquisadores escolheram dois genes para sequenciar: o MP - que codifica as proteínas da matriz M1 e M2, mais abundantes na composição do vírus - e o HA, que produz a proteína hemaglutinina, responsável pela capacidade de infecção do vírus. As mutações ocorreram no gene HA.

Para os pesquisadores, a boa notícia é que não houve mutação na região da proteína que interage com os anticorpos produzidos pelo corpo humano para combater o vírus. Com isso, as vacinas em fase de desenvolvimento têm chances maiores de apresentar boa eficácia. Na semana passada, a Novartis anunciou que até setembro conseguirá produzir a vacina. Ontem, a Baxter confirmou que terminou os testes e já está começando a produzir doses.

terça-feira, 16 de junho de 2009

RJ terá 1ª cidade do mundo com um computador por aluno


A cidade de Piraí, no Rio de Janeiro, será, a partir de agosto, a primeira cidade do mundo a ter um computador por aluno em toda a rede municipal de ensino, medida que envolverá um total de 6,2 mil estudantes. As informações foram dadas hoje pelas autoridades do município, depois da confirmação da compra de 5,5 mil novos computadores educativos, que serão entregues nas 21 escolas públicas de Piraí, segundo um acordo do governo do Estado e a empresa Intel.

A iniciativa faz parte do projeto Piraí Digital, iniciado em 2004, para transformar esta pequena cidade de pouco mais de 25 mil habitantes e cerca de 500 km² em uma "cidade digital", que promoverá a inclusão nas novas tecnologias, assim como uma educação mais interativa e colaboradora.

Os novos computadores serão somados a outros 700 que já foram entregues em uma primeira fase do projeto e cujo preço foi de RS$ 700 por unidade. Segundo uma das coordenadoras do projeto, a professora Maria Helena Cautiero, o colégio Professora Rosa da Conceição Guedes duplicou em apenas dois anos sua avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), passando de 2,2 pontos para 4,8 pontos.

O computador utilizado pelos alunos é o Classmate PC, desenvolvido especialmente para atender as necessidades fundamentais da educação. Ele tem características como estrutura durável, resistência a quedas, capa protetora com alça para transporte, teclado resistente a água e software educacional integrado.

Nesta fase inicial do projeto Piraí Digital, que contou com um investimento de RS$ 5,2 milhões, a cobertura total do município com conexão de banda larga sem cabo também foi implantada.

O vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que se foi possível implantar esta iniciativa em uma cidade "com uma topografia tão complicada como a de Piraí, é possível fazê-lo no país inteiro".

Pezão manifestou sua intenção de expandir o programa Piraí Digital para o milhão e meio de alunos da rede de ensino pública de todo o Estado.

FORUM 2009 !!!!


No Shabat passado estávamos em Curitiba/Pr no Forum Ministerial, o forum foi realizado na beit sede, tinham muitas pessoas presentes todos os dias.
Foi uma Grande confraternização entre nós.

shalom shavuah tov.

Judeus ortodoxos lançam ferramenta de busca "kosher"

Judeus devotos que foram proibidos por rabinos de navegar na internet podem agora dar um "Koogle" em uma nova ferramenta de busca "kosher" - termo usado para alimentos em conformidade com as leis judaicas.

Yossi Altman, administrador do Koogle - uma brincadeira com os nomes do prato judeu kugel e do Google -, disse que a ferramenta atende aos critérios dos rabinos ortodoxos, que restringiram o uso da internet para garantir que os fiéis não acessem conteúdo sexualmente explícito.

O Koogle omite conteúdo religiosamente questionável, como a maioria das fotografias de mulheres que os rabinos ortodoxos enxergam como indecentes, explicou Altman.

A ferramenta de busca oferece links para sites de notícias israelenses e de compras, mas também filtra itens que a maior parte dos judeus ultraortodoxos são proibidos de ter em suas casas, como aparelhos de televisão.

"Essa é uma alternativa adequada para que judeus ultraortodoxos possam navegar na internet", disse Altman por telefone.

O site foi desenvolvido em parte com apoio de rabinos que buscavam uma solução para as necessidades dos judeus ultraortodoxos de encontrar serviços online importantes, acrescentou ele.

A ferramenta (em hebraico ou inglês) pode ser acessada pelo endereço www.koogle.co.il.

Nasa programa lançamento do Endeavour para esta 4ª feira


A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira que tentará lançar o ônibus espacial Endeavour na quarta, após ter cancelado a decolagem de sábado passado devido a um vazamento de combustível.

O Endeavour deveria seguir, com sete astronautas a bordo, em uma missão de 16 dias rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês). Os técnicos da Nasa informaram hoje que os reparos necessários poderão ser concluídos a tempo para o lançamento da nave às 6h40 (horário de Brasília) de quarta-feira no Centro Espacial Kennedy, no sul do estado americano da Flórida.

Em março, um vazamento de combustível similar atrasou em quatro dias o lançamento do ônibus espacial Discovery. Embora a substituição das partes danificadas tenha resolvido o problema no passado, até agora os técnicos da Nasa não encontraram a causa real destes vazamentos de combustível.

Durante sua missão, os astronautas do Endeavour levarão à ISS, que orbita a cerca de 400 km da Terra, o segmento final do laboratório japonês Kibo e o astronauta Tim Kopra, que substituirá o japonês Koichi Wakata na estação.

Ministro israelense diz que reeleição de Ahmadinejad é "má notícia"



Paris, 15 jun (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, que a vitória de Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais do Irã é uma "má notícia".


Kouchner ressaltou que a França tem um grande respeito pela "expressão de revolta democrática" em curso no Irã, contra a qual esperou que termine o quanto antes a repressão.


A emissora "France Info" informou hoje que o protesto no Irã foi reprimido a tiros contra a população e produziu "pelo menos um morto e vários feridos".


"Em um país onde a situação é muito tensa", é preciso respeitar e escutar os que denunciam irregularidades nas eleições, "pois arriscam muito", ressaltou o chefe da diplomacia francesa.


"Temos muito respeito pela forma como os iranianos realizam estas demonstrações que têm em direção à democracia", acrescentou depois de se reunir com Ehud Barak, de quem elogiou a constante defesa da paz no Oriente Médio.


Antes, Kouchner anunciou hoje que Paris tinha convocado o embaixador iraniano em Paris para pedir "explicações sobre os eventos no Irã" e sobre as questões existentes sobre a regularidade da apuração.


Barak justificou sua opinião sobre o resultado eleitoral no Irã, porque "o triunfo dos extremistas é uma má notícia", como reiterou esta noite no Quai d'Orsay.


Kouchner comemorou "o avanço" que constitui a recente declaração do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "a propósito da existência de um Estado palestino" e disse ter "falado muito" com Barak sobre a situação em Gaza e no Oriente Médio.


As eleições libanesas, a situação no Afeganistão e o perigo que representaria a obtenção da arma atômica no Irã foram outros temas abordados, explicou.


Ele lembrou que a França acha necessário que "cessem as colonizações", seja especificado o estatuto de Jerusalém como capital de dois Estados, e sejam retomadas as conversas de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).


Também hoje, o Ministério de Assuntos Exteriores francês pediu a Teerã que proteja sua sede diplomática na capital iraniana, que foi "objeto de uma manifestação hostil" esta segunda-feira. EFE

Israel diz estar pronto para diálogo "sem precondições" com palestinos


Luxemburgo, 15 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou hoje que o Governo israelense está disposto a iniciar "imediatamente" um diálogo sem "precondições" com os palestinos.


Lieberman também disse que Israel está "aberto" a "qualquer pedido" durante as negociações.


"Podemos ir à negociação com os palestinos sem nenhuma condição prévia", repetiu o chanceler israelense numa entrevista coletiva concedida após um encontro com colegas da União Europeia (UE).


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, definiu neste domingo as bases da recuperação do diálogo, ao se referir pela primeira vez à criação de um "Estado palestino", mas fez uma série de requisitos à Autoridade Nacional Palestina (ANP), como que seja um território desmilitarizado.


Lieberman afirmou que não se trata de "precondições" para iniciar as negociações, e sim de "posições" as quais Israel tem direito de defender, como qualquer das partes, e que não impedem os dois lados de estar abertos ao diálogo imediato.


"Apesar de nossa posição, estamos dispostos a negociar e achamos que a solução deve vir das negociações pacíficas", disse, lembrando que é "uma posição muito clara" expressada "antes das eleições, durante as eleições e depois das eleições", nas quais o Governo foi eleito no começo do ano.


Para o chanceler, é "a hora certa" para buscar a "solução regional" proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.


O governante americano afirmou que "é momento de atuar" para conseguir uma saída ao conflito no Oriente Médio que inclua a coexistência de dois Estados, o israelense e o palestino.


Lieberman também se mostrou disposto a iniciar "imediatamente" um diálogo com os sírios "e com os outros países", sem nenhuma precondição.


Os Estados Unidos pediram à Síria que desempenhe um papel "integral" na construção da paz na região.


"Cada parte tem sua visão e estamos preparados para falar todos os temas, todos os pontos", afirmou o ministro israelense.


Por isso, pediu à União Europeia para ajudar a impulsionar estas negociações, que, em sua opinião, interessam a todas as partes.


Por sua parte, o ministro de Exteriores tcheco e presidente rotativo do Conselho da UE, Jan Kohout, destacou o apoio europeu à solução de dois Estados. EFE

Ministro do Hamas vai ao Cairo negociar troca de presos com Israel


Gaza, 15 jun (EFE).- O ministro do Interior do Governo do Hamas em Gaza, Fathi Hamad, partiu hoje para o Cairo para conversar com os mediadores egípcios sobre uma possível troca de prisioneiros com Israel.


"A delegação debaterá e consultará os oficiais de segurança egípcios sobre a libertação do soldado israelense capturado Gilad Shalit", informaram fontes islâmicas na Faixa.


Esta é a primeira visita oficial de Hamad ao país vizinho.


As conversas indiretas entre Israel e Hamas por meio dos mediadores egípcios para a troca de presos pelo militar sequestrado estavam suspensas desde fevereiro.


O secretário do Ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, também viajou neste domingo à capital egípcia para tratar com os mediadores sobre a retomada das negociações.


Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006 por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas, em uma base militar israelense próxima a Gaza a qual conseguiram alcançar através de um túnel subterrâneo.


Para libertar o refém, o Hamas exige a libertação de 1.450 presos palestinos dos cerca de 11 mil que há em Israel. EFE

Israel prende jornalistas por reportagem sobre invasão em Gaza


JERUSALÉM (Reuters) - Uma corte israelense condenou dois jornalistas a dois meses de prisão por noticiar as movimentações de tropas em Israel uma hora antes do início da incursão israelense na Faixa de Gaza em janeiro.

Os dois homens, ambos palestinos moradores da região árabe de Jerusalém, ocupada por Israel, foram condenados no domingo por violar regulações de censura militar em suas reportagens sobre a movimentação de tropas para a mídia iraniana do lado israelense da fronteira com Gaza no dia 3 de janeiro.

Jornalistas que trabalham em Israel são, a princípio, proibidos legalmente de noticiar qualquer evento militar ou de segurança antes de submeter suas reportagens a um censor militar.

Khader Shahine e Mohammed Sarhan foram acusados de noticiar as movimentações de tropas dentro de Israel que, segundo eles, indicavam a iminência de uma invasão terrestre, antes das tropas israelenses cruzarem a fronteira.

As primeiras informações na imprensa internacional confirmando a invasão foram dadas por testemunhas palestinas dentro da Faixa de Gaza, que avistaram tanques e infantaria dentro do território.

Um advogado dos dois jornalistas descreveu a sentença como "severa". A corte civil em Jerusalém disse em nota que tem intenção de condenar outros jornalistas.

Israel pressiona Obama a permitir expansão de assentamentos


JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer negociar um acordo com os Estados Unidos pelo qual as construções israelenses possam continuar em assentamentos judaicos já existentes na Cisjordânia, disseram autoridades israelenses e norte-americanas nesta terça-feira.

Sob pressão do presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu aceitou publicamente esta semana pela primeira vez a meta apoiada internacionalmente de criação de um Estado palestino, mas estabeleceu uma série de precondições que foram rejeitadas pelos palestinos.

Netanyahu se recusa a aceitar o pedido explícito de Obama de um congelamento total dos assentamentos na Cisjordânia, ocupada pelos israelenses, e defende a construção nos blocos existentes para acomodar o crescimento das famílias de colonos judeus, denominado de "crescimento natural".

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, exige a suspensão de todas as construções, incluindo as voltadas ao crescimento natural, como condição para retomar as estancadas negociações de paz com Israel.

Autoridades ocidentais disseram que conselheiros de Netanyahu afirmaram a seus interlocutores norte-americanos e europeus que o governo israelense não tem autoridade legal para interromper a construção em casos em que já foram emitidos alvarás ou casas novas que já tenham sido compradas.

Representantes dos EUA na região não fizeram comentários de imediato, mas uma alta autoridade ocidental disse que no governo norte-americano alguns têm "simpatia" pelas posições de Netanyahu. Um congelamento total das construções nos assentamentos pode levar ao rompimento da coalizão direitista de governo do primeiro-ministro.

"Acho que há compreensão nos EUA e Europa sobre nossa demanda básica de permitir pelo menos o crescimento natural", disse o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, à Rádio Israel, durante uma visita à Europa.

Em uma conversa telefônica com Netanyahu na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deixou claro que a Grã-Bretanha não aceitará nenhuma construção e pediu um "congelamento completo", em conformidade com o acordo chamado de "mapa da estrada", firmado com apoio dos EUA em 2003, disse o porta-voz de Brown.

Em entrevista à TV norte-americana, Netanyahu disse que irá se encontrar com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, durante uma visita à Europa na semana que vem para discutir os assentamentos, admitindo que essa continua sendo uma "questão contenciosa."