quinta-feira, 18 de junho de 2009

Israel volta a rejeitar interrupção na construção de assentamentos


O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, reiterou, nesta quarta-feira, durante um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em Washington, que o governo de seu país não pretende congelar completamente a expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia.

A interrupção na expansão destes assentamentos em territórios palestinos tem sido um dos pontos de maior atrito entre o governo do presidente americano, Barack Obama, e a administração do premiê israelense, Binyamin Netanyahu.

O governo americano tem insistido para que Israel interrompa as construções na Cisjordânia, o que os israelenses rejeitam. Durante o encontro com a secretária de Estado americana, Lieberman reafirmou a posição expressada pelo primeiro-ministro Netanyahu no último domingo, quando ele admitiu pela primeira vez a criação de um Estado palestino, mas não se comprometeu com a interrupção na expansão das colônias.

"Não podemos aceitar o congelamento total de nossos assentamentos. Acho que devemos manter seu crescimento natural. O primeiro-ministro (Netanyahu) disse isso em seu discurso (de domingo). Esta é (nossa) posição", afirmou Lieberman durante uma coletiva de imprensa ao lado de Hillary Clinton. O chanceler israelense - que fez sua primeira visita oficial a Washington nesta quarta-feira - ainda afirmou que esta posição havia sido acordada entre Israel e o governo do ex-presidente dos EUA, George W. Bush.

"Nós tivemos entendimentos com o governo anterior (dos EUA) e tentamos seguir nessa direção. Estamos também prontos para negociações diretas com os palestinos", disse Lieberman. Durante a entrevista, Hillary Clinton discordou publicamente da posição do chanceler israelense e afirmou que o governo Obama defende a interrupção na expansão das colônias nos territórios da Cisjordânia.

"Como já afirmou o presidente Obama, nós queremos ver uma interrupção (na expansão) dos assentamentos. Consideramos isto uma parte essencial dos esforços para se buscar um acordo de paz amplo e a criação de um Estado palestino ao lado de um Estado judeu-israelense seguro", afirmou.

Concessões

De acordo com Kim Ghattas, correspondente da BBC em Washington, os governos dos Estados Unidos e de Israel discutem a questão dos assentamentos há semanas, sem muito progresso.

Segundo a correspondente da BBC, os dois lados continuam reafirmando suas posições e nenhum parece disposto a fazer concessões.

O assunto deve voltar a ser discutido em um encontro entre o premiê israelense Binyamin Netanyahu e o enviado especial do governo dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, na semana que vem.

Clinton, no entanto, deixou claro que os EUA esperam que o governo israelense faça concessões.

"Se olharmos para a história israelense, houve primeiros-ministros que defendiam posições e foram mudando ao longo do tempo", afirmou.

"Houve evolução no pensamento. Eu considero que o primeiro-ministro Netanyahu, ao reconhecer as aspirações por um Estado palestino no discurso de domingo, disse algo que muitos estavam esperando".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ministro da Justiça rejeita mudanças na Lei Seca e comemora resultados

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira (17), pouco antes de participar de seminário sobre anistia na Câmara dos Deputados, que o governo está satisfeito com os resultados da “Lei Seca”, que completa um ano no próximo dia 20. Ele descartou possíveis mudanças na legislação como criar um número mínimo de fiscalizações para cada região do país ou obrigar os motoristas a fazer o teste do bafômetro.

“A lei tem que ser compreendida como o início de uma grande mudança e não como a finalização. Essa mudança que a lei determina tem que ser acompanhada de uma fiscalização muito rígida que agora que está começando a ser feita e também precisa de uma mudança cultural. Então, a lei sinaliza um futuro. Agora, que já melhorou isso é absolutamente visível e os dados divulgados pelas cidades mostram isso”, avaliou.

O ministro também rejeitou mudanças na lei, como a obrigatoriedade do teste do bafômetro. “Isso [obrigar o teste do bafômetro] não é possível fazer. É tecnicamente impossível. Seria um ato fascista do Estado. Agora, a pessoa que se recusa a usar o bafômetro ela sofre uma sanção, ela pode ser multada. Por enquanto, não precisa de ajuste na lei. Se tiver algum ajuste é para tornar mais rigorosas as multas. Mas ainda não estamos pensando nisso”, explicou.

Tarso disse que a mudança provocada pela lei é mais visível nos estados que receberam os bafômetros logo após a sanção da lei e que alguns estados demoraram para adaptar seus regimes de fiscalização.

“[O resultado] é diferente de região pra região. Se pegar os estados que receberem os bafômetros assim que eles chegaram, ali a queda do número de mortes e acidentes é muito grande. No Rio de Janeiro, por exemplo, o número de mortes caiu 24%. Outros [estados] recém pegaram os bafômetros até porque não estavam preparados para utilizá-los”, disse.

Questionados sobre quais estados não haviam se equipado com os bafômetros, o ministro evitou nomeá-los, mas afirmou que agora todos estão equipados. “Eu prefiro não dizer quais. Eles não pegaram os bafômetros porque não estavam atentos e quando começaram a sair as notícias que os bafômetros estavam estocados os estados foram lá e buscaram”, revelou o Tarso.

O ministro disse que essa demora provocou um afrouxamento da fiscalização em todo país. “Houve um afrouxo e depois houve um arrocho na medida que os estados foram recolhendo os bafômetros para fazer a fiscalização. Isso aí diminuiu as mortes e aumentou o número de prisões em flagrante e também aumentou o número de autuações”, afirmou.

Crise no Irã divide autoridades e analistas israelenses


A crise após as eleições no Irã divide as opiniões em todos os setores da sociedade israelense, tanto no poder, como entre os analistas e a população.

Alguns acham que a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad "é melhor para Israel" e outros demonstram preocupação com sua reeleição e a repressão aos reformistas.

O chefe do Mossad (serviço de inteligência de Israel), Meir Dagan, afirmou, em uma reunião com a comissão de Segurança do Parlamento que, "se (Mir Houssein) Mousavi ganhasse, seria mais difícil explicarmos a questão iraniana para o mundo, pois ele tem uma imagem de moderado".

O Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota declarando que "se havia alguma esperança de mudança no Irã, a reeleição de Ahmadinejad expressa o agravamento da ameaça iraniana".

Segundo a imprensa local, nos bastidores, a maioria dos líderes políticos concordam com a opinião do chefe do Mossad e acham preferível a vitória de Ahmedinejad.

A crise pós-eleitoral iraniana desperta um grande interesse em Israel, principalmente pelas ameaças feitas pelo presidente do Irã de "destruir Israel" e pelo desenvolvimento do programa nuclear no país.

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu chegou a afirmar algumas vezes que o Irã poderia causar um "segundo Holocausto", fortalecendo mais ainda os temores da população de que o programa nuclear iraniano poderia resultar na fabricação de uma bomba atômica que seria lançada contra Israel.

De acordo com o analista Amos Harel, do jornal Haaretz, "paradoxalmente, parece que do ponto de vista de Israel, a vitória do atual presidente Mahmoud Ahmedinejad é preferível, pois a vitória do candidato reformista poderia encobrir a face da ambição nuclear iraniana com uma máscara atraente".

"Membros importantes das Forças de Defesa Israelense, como o ex-chefe do Mossad Efraim Halevy, disseram que o comportamento do presidente iraniano, considerado no Ocidente como quase louco, contribuiu para os interesses de segurança israelenses", afirma Harel.

Já Oded Granot, analista do canal estatal da TV israelense, discorda dessa visão.

'Hezbollah'

"Aqueles que dizem preferir a vitória de Ahmadinejad estão em 'boa companhia', junto com Hezbollah, a Síria e a China", ironizou Granot.

"Não se pode ignorar as justas aspirações dos reformistas iranianos por liberdade de expressão e por uma maior abertura do Irã", acrescentou.

"E para Israel também seria melhor se a liderança do Irã fosse mais moderada e se naquele país houvesse mais democracia", disse o analista.

De acordo com opiniões ouvidas pela BBC Brasil nas ruas de Tel Aviv, a população israelense também está dividida sobre a crise iraniana.

"Para nós é melhor que o mundo veja a cara feia de Ahmedinejad do que a cara bonitinha do outro (Mousavi), assim talvez nos ajudem a impedir que eles tenham a bomba atômica", disse o alfaiate Avraham Babaiof, de 58 anos.

Para a professora de artes Maya Lerman, de 31 anos, é "óbvio que é melhor que os reformistas ganhem".

"Eu me identifico com os jovens do Irã e espero que eles consigam derrubar Ahmadinejad, acho um absurdo essa repressão à liberdade de expressão e essas fraudes nas eleições", afirmou.

"Acho que para Israel também é melhor que o candidato reformista ganhe, ele é mais moderado e com ele poderá ser mais fácil dialogar", acrescentou Lerman.

Arqueólogos de Israel revelam obra de arte com 1.700 anos

Mosaico multicolorido data dos séculos finais do Império Romano.
Achado aconteceu em Lod, na região central do país.

A Autoridade de Antiguidades de Israel divulgou imagens de um mosaico de 1.700 anos descoberto na cidade de Lod (região central do país). No total, a obra de arte do fim do período romano cobre cerca de 180 metros quadrados, com imagens coloridas de mamíferos, aves, peixes, plantas e barcos da época. O local acaba de ser escavado e vai virar um centro arqueológico.

Palestinos criticam postura de Netanyahu para negociar a paz

ABU DIS (CISJORDÂNIA) - O principal negociador palestino, Ahmed Qureia, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, deve retomar as negociações de paz do ponto onde elas pararam com o governo anterior de Israel, que era mais moderado. Netanyahu, porém, quer reiniciar o processo desde o começo.

O antecessor de Netanyahu, Ehud Olmert, dirigiu um ano de amplas negociações com os palestinos que tocaram em assuntos delicados, embora nenhum acordo tenha sido tornado público.

Netanyahu afirma que Israel está pronto para retomar as negociações, mas se recusa a respeitar concessões feitas por Olmert. Palestinos afirmam que recusaram sua oferta de um Estado em Gaza, mais de 90% da Cisjordânia e partes de Jerusalém. Em um discurso público no domingo, Netanyahu confirmou que tal oferta foi rejeitada.

Durante o discurso, o premiê endossou pela primeira vez a ideia de um Estado palestino. No entanto, ele listou uma série de condições rejeitadas pelos palestinos, incluindo a recusa em compartilhar o controle de Jerusalém, desmilitarização e reconhecimento de Israel como um Estado judeu.

Ex-presidente

Ainda sobre o conflito entre Israel e Palestina, o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter criticou o bloqueio de Israel durante uma viagem para Gaza, e encorajou o grupo militante islâmico Hamas a aceitar condições internacionais para encerrar seu boicote.

Em uma colação de grau de estudantes de escolas controladas pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Cidade de Gaza, Carter criticou o bloqueio em Gaza imposto por Israel e Egito após a tomada de controle do Hamas, afirmando que os cidadãos de Gaza "são tratados mais como animais do que como seres humanos".

A visita de um dia de Carter à Gaza ocorreu no fim de uma viagem também a Líbano, Síria e Israel, durante a qual ele encorajou autoridades dos países a agirem para o fim do conflito no Oriente Médio. Carter, que ajudou a estabelecer o histórico tratado de paz entre Israel e Egito, tem um papel importante, embora não oficial, nos esforços de paz na região.

Carter afirmou que um dos principais objetivos de sua viagem era persuadir o Hamas a aceitar as condições do Ocidente: renunciar à violência, reconhecer Israel e aceitar acordos prévios firmados entre Israel e palestinos. Mas o Hamas se recusa a atender tais condições.

"Tenho que conter minhas lágrimas quando vejo a destruição deliberada realizada contra os palestinos", disse Carter, notando que muitas armas israelenses são construídas e fornecidas pelos Estados Unidos. "Me sinto parcialmente responsável por isso, como deveriam se sentir todos os norte-americanos e israelenses", acrescentou ele.

Durante a visita, o ex-presidente dos EUA também disse que entregaria ao Hamas uma carta para Gilad Schalit, soldado israelense capturado há quase três anos, escrita por seus pais, com quem Carter se encontrou em Israel.

Schalit foi capturado por militantes do Hamas durante um ataque na fronteira. Abu Obeida, porta-voz da ala militar do Hamas, afirmou que iria "estudar a possibilidade de entregar a carta".

Durante a visita de Carter, a segurança do Hamas encontrou o que pareceu serem explosivos enterrados na areia, perto da rota do ex-presidente dos EUA. Ninguém ficou ferido e não estava claro se Carter era o alvo. O ex-presidente afirmou não acreditar em relatos de um complô envolvendo bombas para matá-lo.

Vazamento de combustível volta a adiar missão do "Endeavour"


Washington, 17 jun (EFE).- A missão do ônibus espacial "Endeavour", que partiria nesta quarta-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) para trabalhos de 16 dias, voltou a ser adiada por causa de um novo vazamento de combustível, informou um porta-voz oficial.


O vazamento de gás de hidrogênio foi detectado em um duto que começa em um depósito externo, o mesmo lugar do vazamento anterior, que no sábado passado forçou o adiamento da missão.


A Nasa ainda não anunciou uma nova data para o lançamento, que agora não poderá acontecer antes de julho.


Quando finalmente decolar, a nave vai entregar e instalar os últimos módulos do laboratório científico Kibo, levar novos equipamentos ao complexo e substituir um dos ocupantes da ISS.


O astronauta que será substituído é o engenheiro japonês Koichi Wakata, que voltará à Terra como tripulante do ônibus espacial após permanecer quatro meses na estação espacial.


A missão de 16 dias será uma das mais longas entre as realizadas pelas naves, cujos sete tripulantes devem fazer cinco caminhadas em torno do complexo.


A tripulação do "Endeavour" será comandada por Mark Polansky, que terá como piloto o astronauta Doug Hurley e contará com os astronautas especialistas Tim Kopra, Tom Marshburn, Dave Wolf, Christopher Cassidy e Julie Payette, da Agência Espacial do Canadá.


Kopra substituirá Wakata na ISS, o que transformará a estação em uma reunião de astronautas americanos, japoneses, canadenses e cosmonautas russos.


As atividades extraveiculares (EVA) serão realizadas por Wolf, Kopra, Marshburn e Cassidy.


Durante essas caminhadas, os tripulantes do "Endeavour", além de instalar as peças finais do laboratório Kibo, adicionarão duas plataformas ao módulo japonês. EFE

Gripe suína: vírus do Brasil e dos EUA são diferentes


São Paulo - Cientistas do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que anunciaram ontem a realização do sequenciamento de dois genes importantes do vírus A(H1N1), identificaram pequenas mutações ao comparar com os primeiros sequenciamentos feitos na Califórnia. A taxa de similaridade entre os vírus decodificados no Brasil e nos Estados Unidos ainda é superior a 99,5%. Pesquisadores consideram uma boa notícia que tenha havido tão poucas modificações. O vírus da gripe suína possui oito genes.

As amostras do microrganismo foram colhidas do primeiro paciente diagnosticado com a gripe suína em São Paulo, em abril. “Ainda não sabemos quais são os impactos dessas variações na ação do vírus”, diz Cecília Luiza Simões dos Santos, bióloga do instituto. Os pesquisadores escolheram dois genes para sequenciar: o MP - que codifica as proteínas da matriz M1 e M2, mais abundantes na composição do vírus - e o HA, que produz a proteína hemaglutinina, responsável pela capacidade de infecção do vírus. As mutações ocorreram no gene HA.

Para os pesquisadores, a boa notícia é que não houve mutação na região da proteína que interage com os anticorpos produzidos pelo corpo humano para combater o vírus. Com isso, as vacinas em fase de desenvolvimento têm chances maiores de apresentar boa eficácia. Na semana passada, a Novartis anunciou que até setembro conseguirá produzir a vacina. Ontem, a Baxter confirmou que terminou os testes e já está começando a produzir doses.

terça-feira, 16 de junho de 2009

RJ terá 1ª cidade do mundo com um computador por aluno


A cidade de Piraí, no Rio de Janeiro, será, a partir de agosto, a primeira cidade do mundo a ter um computador por aluno em toda a rede municipal de ensino, medida que envolverá um total de 6,2 mil estudantes. As informações foram dadas hoje pelas autoridades do município, depois da confirmação da compra de 5,5 mil novos computadores educativos, que serão entregues nas 21 escolas públicas de Piraí, segundo um acordo do governo do Estado e a empresa Intel.

A iniciativa faz parte do projeto Piraí Digital, iniciado em 2004, para transformar esta pequena cidade de pouco mais de 25 mil habitantes e cerca de 500 km² em uma "cidade digital", que promoverá a inclusão nas novas tecnologias, assim como uma educação mais interativa e colaboradora.

Os novos computadores serão somados a outros 700 que já foram entregues em uma primeira fase do projeto e cujo preço foi de RS$ 700 por unidade. Segundo uma das coordenadoras do projeto, a professora Maria Helena Cautiero, o colégio Professora Rosa da Conceição Guedes duplicou em apenas dois anos sua avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), passando de 2,2 pontos para 4,8 pontos.

O computador utilizado pelos alunos é o Classmate PC, desenvolvido especialmente para atender as necessidades fundamentais da educação. Ele tem características como estrutura durável, resistência a quedas, capa protetora com alça para transporte, teclado resistente a água e software educacional integrado.

Nesta fase inicial do projeto Piraí Digital, que contou com um investimento de RS$ 5,2 milhões, a cobertura total do município com conexão de banda larga sem cabo também foi implantada.

O vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que se foi possível implantar esta iniciativa em uma cidade "com uma topografia tão complicada como a de Piraí, é possível fazê-lo no país inteiro".

Pezão manifestou sua intenção de expandir o programa Piraí Digital para o milhão e meio de alunos da rede de ensino pública de todo o Estado.

FORUM 2009 !!!!


No Shabat passado estávamos em Curitiba/Pr no Forum Ministerial, o forum foi realizado na beit sede, tinham muitas pessoas presentes todos os dias.
Foi uma Grande confraternização entre nós.

shalom shavuah tov.

Judeus ortodoxos lançam ferramenta de busca "kosher"

Judeus devotos que foram proibidos por rabinos de navegar na internet podem agora dar um "Koogle" em uma nova ferramenta de busca "kosher" - termo usado para alimentos em conformidade com as leis judaicas.

Yossi Altman, administrador do Koogle - uma brincadeira com os nomes do prato judeu kugel e do Google -, disse que a ferramenta atende aos critérios dos rabinos ortodoxos, que restringiram o uso da internet para garantir que os fiéis não acessem conteúdo sexualmente explícito.

O Koogle omite conteúdo religiosamente questionável, como a maioria das fotografias de mulheres que os rabinos ortodoxos enxergam como indecentes, explicou Altman.

A ferramenta de busca oferece links para sites de notícias israelenses e de compras, mas também filtra itens que a maior parte dos judeus ultraortodoxos são proibidos de ter em suas casas, como aparelhos de televisão.

"Essa é uma alternativa adequada para que judeus ultraortodoxos possam navegar na internet", disse Altman por telefone.

O site foi desenvolvido em parte com apoio de rabinos que buscavam uma solução para as necessidades dos judeus ultraortodoxos de encontrar serviços online importantes, acrescentou ele.

A ferramenta (em hebraico ou inglês) pode ser acessada pelo endereço www.koogle.co.il.

Nasa programa lançamento do Endeavour para esta 4ª feira


A Nasa, agência espacial americana, anunciou nesta segunda-feira que tentará lançar o ônibus espacial Endeavour na quarta, após ter cancelado a decolagem de sábado passado devido a um vazamento de combustível.

O Endeavour deveria seguir, com sete astronautas a bordo, em uma missão de 16 dias rumo à Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês). Os técnicos da Nasa informaram hoje que os reparos necessários poderão ser concluídos a tempo para o lançamento da nave às 6h40 (horário de Brasília) de quarta-feira no Centro Espacial Kennedy, no sul do estado americano da Flórida.

Em março, um vazamento de combustível similar atrasou em quatro dias o lançamento do ônibus espacial Discovery. Embora a substituição das partes danificadas tenha resolvido o problema no passado, até agora os técnicos da Nasa não encontraram a causa real destes vazamentos de combustível.

Durante sua missão, os astronautas do Endeavour levarão à ISS, que orbita a cerca de 400 km da Terra, o segmento final do laboratório japonês Kibo e o astronauta Tim Kopra, que substituirá o japonês Koichi Wakata na estação.

Ministro israelense diz que reeleição de Ahmadinejad é "má notícia"



Paris, 15 jun (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, que a vitória de Mahmoud Ahmadinejad nas eleições presidenciais do Irã é uma "má notícia".


Kouchner ressaltou que a França tem um grande respeito pela "expressão de revolta democrática" em curso no Irã, contra a qual esperou que termine o quanto antes a repressão.


A emissora "France Info" informou hoje que o protesto no Irã foi reprimido a tiros contra a população e produziu "pelo menos um morto e vários feridos".


"Em um país onde a situação é muito tensa", é preciso respeitar e escutar os que denunciam irregularidades nas eleições, "pois arriscam muito", ressaltou o chefe da diplomacia francesa.


"Temos muito respeito pela forma como os iranianos realizam estas demonstrações que têm em direção à democracia", acrescentou depois de se reunir com Ehud Barak, de quem elogiou a constante defesa da paz no Oriente Médio.


Antes, Kouchner anunciou hoje que Paris tinha convocado o embaixador iraniano em Paris para pedir "explicações sobre os eventos no Irã" e sobre as questões existentes sobre a regularidade da apuração.


Barak justificou sua opinião sobre o resultado eleitoral no Irã, porque "o triunfo dos extremistas é uma má notícia", como reiterou esta noite no Quai d'Orsay.


Kouchner comemorou "o avanço" que constitui a recente declaração do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "a propósito da existência de um Estado palestino" e disse ter "falado muito" com Barak sobre a situação em Gaza e no Oriente Médio.


As eleições libanesas, a situação no Afeganistão e o perigo que representaria a obtenção da arma atômica no Irã foram outros temas abordados, explicou.


Ele lembrou que a França acha necessário que "cessem as colonizações", seja especificado o estatuto de Jerusalém como capital de dois Estados, e sejam retomadas as conversas de paz com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).


Também hoje, o Ministério de Assuntos Exteriores francês pediu a Teerã que proteja sua sede diplomática na capital iraniana, que foi "objeto de uma manifestação hostil" esta segunda-feira. EFE

Israel diz estar pronto para diálogo "sem precondições" com palestinos


Luxemburgo, 15 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou hoje que o Governo israelense está disposto a iniciar "imediatamente" um diálogo sem "precondições" com os palestinos.


Lieberman também disse que Israel está "aberto" a "qualquer pedido" durante as negociações.


"Podemos ir à negociação com os palestinos sem nenhuma condição prévia", repetiu o chanceler israelense numa entrevista coletiva concedida após um encontro com colegas da União Europeia (UE).


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, definiu neste domingo as bases da recuperação do diálogo, ao se referir pela primeira vez à criação de um "Estado palestino", mas fez uma série de requisitos à Autoridade Nacional Palestina (ANP), como que seja um território desmilitarizado.


Lieberman afirmou que não se trata de "precondições" para iniciar as negociações, e sim de "posições" as quais Israel tem direito de defender, como qualquer das partes, e que não impedem os dois lados de estar abertos ao diálogo imediato.


"Apesar de nossa posição, estamos dispostos a negociar e achamos que a solução deve vir das negociações pacíficas", disse, lembrando que é "uma posição muito clara" expressada "antes das eleições, durante as eleições e depois das eleições", nas quais o Governo foi eleito no começo do ano.


Para o chanceler, é "a hora certa" para buscar a "solução regional" proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.


O governante americano afirmou que "é momento de atuar" para conseguir uma saída ao conflito no Oriente Médio que inclua a coexistência de dois Estados, o israelense e o palestino.


Lieberman também se mostrou disposto a iniciar "imediatamente" um diálogo com os sírios "e com os outros países", sem nenhuma precondição.


Os Estados Unidos pediram à Síria que desempenhe um papel "integral" na construção da paz na região.


"Cada parte tem sua visão e estamos preparados para falar todos os temas, todos os pontos", afirmou o ministro israelense.


Por isso, pediu à União Europeia para ajudar a impulsionar estas negociações, que, em sua opinião, interessam a todas as partes.


Por sua parte, o ministro de Exteriores tcheco e presidente rotativo do Conselho da UE, Jan Kohout, destacou o apoio europeu à solução de dois Estados. EFE

Ministro do Hamas vai ao Cairo negociar troca de presos com Israel


Gaza, 15 jun (EFE).- O ministro do Interior do Governo do Hamas em Gaza, Fathi Hamad, partiu hoje para o Cairo para conversar com os mediadores egípcios sobre uma possível troca de prisioneiros com Israel.


"A delegação debaterá e consultará os oficiais de segurança egípcios sobre a libertação do soldado israelense capturado Gilad Shalit", informaram fontes islâmicas na Faixa.


Esta é a primeira visita oficial de Hamad ao país vizinho.


As conversas indiretas entre Israel e Hamas por meio dos mediadores egípcios para a troca de presos pelo militar sequestrado estavam suspensas desde fevereiro.


O secretário do Ministério da Defesa israelense, Amos Gilad, também viajou neste domingo à capital egípcia para tratar com os mediadores sobre a retomada das negociações.


Shalit foi capturado em 25 de junho de 2006 por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas, em uma base militar israelense próxima a Gaza a qual conseguiram alcançar através de um túnel subterrâneo.


Para libertar o refém, o Hamas exige a libertação de 1.450 presos palestinos dos cerca de 11 mil que há em Israel. EFE

Israel prende jornalistas por reportagem sobre invasão em Gaza


JERUSALÉM (Reuters) - Uma corte israelense condenou dois jornalistas a dois meses de prisão por noticiar as movimentações de tropas em Israel uma hora antes do início da incursão israelense na Faixa de Gaza em janeiro.

Os dois homens, ambos palestinos moradores da região árabe de Jerusalém, ocupada por Israel, foram condenados no domingo por violar regulações de censura militar em suas reportagens sobre a movimentação de tropas para a mídia iraniana do lado israelense da fronteira com Gaza no dia 3 de janeiro.

Jornalistas que trabalham em Israel são, a princípio, proibidos legalmente de noticiar qualquer evento militar ou de segurança antes de submeter suas reportagens a um censor militar.

Khader Shahine e Mohammed Sarhan foram acusados de noticiar as movimentações de tropas dentro de Israel que, segundo eles, indicavam a iminência de uma invasão terrestre, antes das tropas israelenses cruzarem a fronteira.

As primeiras informações na imprensa internacional confirmando a invasão foram dadas por testemunhas palestinas dentro da Faixa de Gaza, que avistaram tanques e infantaria dentro do território.

Um advogado dos dois jornalistas descreveu a sentença como "severa". A corte civil em Jerusalém disse em nota que tem intenção de condenar outros jornalistas.

Israel pressiona Obama a permitir expansão de assentamentos


JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer negociar um acordo com os Estados Unidos pelo qual as construções israelenses possam continuar em assentamentos judaicos já existentes na Cisjordânia, disseram autoridades israelenses e norte-americanas nesta terça-feira.

Sob pressão do presidente dos EUA, Barack Obama, Netanyahu aceitou publicamente esta semana pela primeira vez a meta apoiada internacionalmente de criação de um Estado palestino, mas estabeleceu uma série de precondições que foram rejeitadas pelos palestinos.

Netanyahu se recusa a aceitar o pedido explícito de Obama de um congelamento total dos assentamentos na Cisjordânia, ocupada pelos israelenses, e defende a construção nos blocos existentes para acomodar o crescimento das famílias de colonos judeus, denominado de "crescimento natural".

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, exige a suspensão de todas as construções, incluindo as voltadas ao crescimento natural, como condição para retomar as estancadas negociações de paz com Israel.

Autoridades ocidentais disseram que conselheiros de Netanyahu afirmaram a seus interlocutores norte-americanos e europeus que o governo israelense não tem autoridade legal para interromper a construção em casos em que já foram emitidos alvarás ou casas novas que já tenham sido compradas.

Representantes dos EUA na região não fizeram comentários de imediato, mas uma alta autoridade ocidental disse que no governo norte-americano alguns têm "simpatia" pelas posições de Netanyahu. Um congelamento total das construções nos assentamentos pode levar ao rompimento da coalizão direitista de governo do primeiro-ministro.

"Acho que há compreensão nos EUA e Europa sobre nossa demanda básica de permitir pelo menos o crescimento natural", disse o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, à Rádio Israel, durante uma visita à Europa.

Em uma conversa telefônica com Netanyahu na segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deixou claro que a Grã-Bretanha não aceitará nenhuma construção e pediu um "congelamento completo", em conformidade com o acordo chamado de "mapa da estrada", firmado com apoio dos EUA em 2003, disse o porta-voz de Brown.

Em entrevista à TV norte-americana, Netanyahu disse que irá se encontrar com o enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, durante uma visita à Europa na semana que vem para discutir os assentamentos, admitindo que essa continua sendo uma "questão contenciosa."

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Kotel


"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."
Abraham Lincoln

Shimon Peres defende Estado palestino com fronteiras temporárias


Jerusalém, 11 jun (EFE).- O presidente de Israel, Shimon Peres, disse nesta quinta-feira que israelenses e palestinos devem implementar um Estado palestino com fronteiras temporárias.


Peres se reuniu hoje com o alto representante de Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, para analisar os últimos eventos na região, e em particular o estado do processo de paz entre israelenses e palestinos, paralisado desde o começo do ano.


Segundo a imprensa local, durante o encontro Peres disse que Israel e os palestinos devem estabelecer uma declaração de um Estado palestino com fronteiras provisórias, "sujeito a um compromisso claro de que a fronteira se transformará em um curto espaço de tempo em um limite permanente".


Essa iniciativa de paz, aceita por Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) em 2003 e elaborada pelo Quarteto de Madri para o Oriente Médio (EUA, UE, ONU e Rússia) estabelece uma série de medidas com o fim de se estabelecer um Estado palestino com fronteiras definitivas e seguras, que conviva junto a Israel. EFE

Israel adverte Hamas e mantém bloqueio de Gaza


JERUSALÉM, Israel (AFP) — O gabinete de segurança israelense lançou nesta quarta-feira uma advertência ao Hamas, avisando que o movimento radical islâmico será responsabilizado por qualquer ataque cometido a partir da Faixa de Gaza, onde o bloqueio foi mantido.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu o gabinete de segurança para examinar uma eventual flexibilização do bloqueio, depois das pressões neste sentido exercidas pelo governo dos Estados Unidos.

O bloqueio foi imposto à Faixa de Gaza há dois anos, quando o Hamas tomou o controle deste território.

"O gabinete (de segurança) decidiu que Israel responsabilizará o Hamas por qualquer ataque perpetrado a partir da Faixa de Gaza", avisaram os assessores do primeiro-ministro em comunicado.

"O gabinete orientou as forças de Israel a responder a qualquer ataque de Gaza", acrescentaram.

Segunda-feira, quatro ativistas palestinos morreram durante uma troca de tiros com militares israelenses perto da barreira de segurança que separa a Faixa de Gaza do território israelense.

Um movimento até então desconhecido, "Os Soldados de Alá", reivindicou o ataque.

"O gabinete também está estudando meios suplementares de facilitar a vida da população palestina de Gaza, preservando os interesses de segurança de Israel", acrescenta o comunicado, referindo-se ao bloqueio imposto pelo Estado hebreu a este território pobre e densamente povoado.

Israelense joga fora colchão em que a mãe escondia U$ 1 milhão

Lixeiros usam trator para procurar colchão recheado com fortuna em Efeh


- Uma moradora de Tel Aviv está fazendo buscas em depósitos de lixo de Israel, depois de ter jogado fora um colchão velho de sua mãe que estaria recheado com US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões).

A mulher, identificada apenas como Anat, comprou um colchão novo de surpresa para sua mãe e jogou o velho fora, segundo informações do jornal Yedioth Ahronoth.

Mas quando sua mãe voltou para casa, "quase desmaiou", já que ela havia escondido as economias de toda sua vida no colchão.

Até agora, as buscas em três depósitos de lixo se mostraram infrutíferas, diz o jornal.

Quando a mulher se deu conta do erro, ela correu para tentar recuperar o colchão velho, mas ele já havia sido levado para o depósito local.

Ela correu até o depósito, mas descobriu que, de lá, o colchão havia sido levado para um de outros dois grandes depósitos, junto com outras 3 mil toneladas de lixo coletadas no dia.

Uma busca no primeiro destes grandes depósitos não deu resultados. A mulher seguiu então para o depósito de Efeh, próximo ao Mar Morto.

Yitzhak Borba, diretor do depósito de Efeh, disse à Rádio Militar israelense que a mulher estava "totalmente desesperada" quando chegou.

Ele teria mantido alguns funcionários no depósito durante a noite para afastar caçadores de tesouro e ajudar a mulher.

Apesar de não ter conseguido recuperar o colchão e sua fortuna escondida, Anat pareceu filosófica sobre a perda.

"As pessoas têm que dar às coisas a devida proporção e agradecer a Deus pelo que é bom e pelo que é ruim", disse ela.

A mãe não fez nenhum comentário. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Reunião da ONU pede que Israel "pare imediatamente" novos assentamentos



Jacarta, 9 jun (EFE).- A Reunião das Nações Unidas na Ásia-Pacífico sobre a Questão da Palestina terminou hoje, em Jacarta, com uma chamada a Israel a "parar imediatamente" a construção de novos assentamentos e a "desmantelar" os existentes.


A declaração final insistiu em que a presença israelense nos territórios palestinos ocupado é uma "ilegalidade", e condenou "a contínua demolição de lares palestinos em Jerusalém Oriental" e o aumento das ordens neste sentido aprovadas desde a posse do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.


O encontro, com a presença de 50 países, incluindo os Estados Unidos, tinha como objetivo "promover a ação em escala internacional", para alcançar uma solução pacífica no Oriente Médio baseada "na solução de dois Estados", ressaltou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no comunicado lido no nome dele ontem durante a abertura.


As Nações Unidas e os outros participantes expressaram, no documento final, sua "séria preocupação" coma suspensão atual do processo de paz, e lamentaram a falta de apoio do atual Governo israelense à criação de um Estado palestino.


A respeito da Faixa de Gaza, o texto ressaltou a "grave preocupação" da comunidade internacional pela "progressiva deterioração da já séria situação" da região, após "o ataque militar sem precedentes" de Israel durante dezembro do ano passado e janeiro.


Além disso, lembrou que Israel continua dificultando a passagem de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.


O documento final destacou que a região está afundando em uma crise econômica, social e humanitária, e os palestinos "continuam privados de seus direitos fundamentais", assim como do direito "a seu próprio Estado em todos os territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental".


Assim como Ban em seu comunicado, a reunião destacou em suas conclusões o apoio explícito do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à solução dos dois Estados e ao fim da campanha de assentamentos. EFE

Enviado dos EUA ao O.Médio destaca laços "inquebrantáveis" com Israel


Jerusalém, 9 jun (EFE).- O enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu hoje com os líderes políticos israelenses, aos quais destacou que os laços americanos com o Estado Judeu "são inquebrantáveis".


Na primeira etapa de uma visita que o levará também aos territórios palestinos, Mitchell se reuniu com as autoridades israelenses para impulsionar um "pronto reatamento e uma rápida conclusão" das negociações de paz entre as partes, interrompidas desde janeiro.


A reunião central do dia, uma sessão que se prolongou durante quatro horas, foi com o primeiro-ministro israelense e líder do partido conservador Likud, Benjamin Netanyahu, com quem se encontrou nesta tarde em Jerusalém.


O encontro aconteceu em um ambiente "amistoso e positivo" e nele "foi analisado todo tipo de questões na agenda", diz um comunicado do escritório do primeiro-ministro divulgado hoje.


Netanyahu afirmou que "Israel trabalha para avançar a paz e a segurança com os vizinhos palestinos e todo o mundo árabe", e Mitchell insistiu em que "EUA e Israel são grandes aliados" e seus "laços são inquebrantáveis".


A reunião foi extensa: foram duas horas de conversa entre Netanyahu e o enviado americano, acrescentaram fontes do Escritório do primeiro-ministro.


A visita a Israel do enviado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acontece antes do esperado discurso que o chefe do Governo israelense fará no domingo e que qualifica de "importante".


O Canal 1 da televisão israelense informou que os assessores do primeiro-ministro finalizam as linhas principais do discurso, no qual Netanyahu pode fazer referência a um Estado palestino, questão que até o momento não foi abordada desde que chegou ao cargo, no final de março.


Netanyahu conversou por telefone com Obama na segunda-feira para informar sobre sua intenção de anunciar sua política para alcançar a "paz e segurança" na região.


Obama prometeu ao premiê que escutará atentamente o discurso e os dois "concordaram em manter um diálogo aberto e contínuo", afirma o escritório do primeiro-ministro israelense.


Horas antes de se reunir com o chefe do Governo israelense, Mitchell se encontrou em Jerusalém com o chefe de Estado, Shimon Peres, em uma ocasião na qual negou a existência de tensão entre os EUA e Israel.


Nas últimas semanas, Obama reiterou seu apoio à criação de um Estado palestino e sua rejeição à colonização, e seu discurso na quinta-feira passada no Cairo no qual estendeu a mão ao mundo árabe e muçulmano despertou inquietação entre os membros do Executivo de Netanyahu, segundo os meios de comunicação.


"Deixem que seja claro: não se trata de desacordos entre adversários. Os Estados Unidos e Israel são e seguirão sendo aliados próximos e amigos", reiterou hoje Mitchell.


O enviado americano insistiu em que a solução ao conflito entre israelenses e palestinos aos olhos da Administração Obama passa por "um Estado palestino que viva em paz e segurança ao lado do Estado judeu de Israel".


Ele pediu às duas partes para "cumprir as obrigações estabelecidas" no plano de paz, que incluem o fim da construção nos assentamentos e medidas para viabilizar a criação de um Estado palestino.


Pela manhã, Mitchell se reuniu em Tel Aviv com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, que reiterou que o Governo de Netanyahu está comprometido com os planos de paz aceitos pelo Estado israelense no passado.


Mitchell também se reuniu com o titular de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, cujo ministério disse que o encontro aconteceu em "um ambiente cordial", no qual foram analisadas questões da agenda regional, entre elas Irã, Líbano e os esforços para promover o processo político entre Israel e palestinos.


O enviado americano irá amanhã à cidade de Ramala, na Cisjordânia, onde se reunirá com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.


Mais tarde, viajará para Damasco e Beirute, onde se reunirá com as autoridades sírias e libanesas. EFE

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Obama conversa com Netanyahu antes de discurso do líder israelense


WASHINGTON, EUA (AFP) — O presidente dos Estados Unidos Barack Obama e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu mantiveram um diálogo "construtivo" nesta segunda-feira, dias antes de Netanyahu apresentar sua política para "a paz e a segurança", informou a Casa Branca.

A conversa de 20 minutos, segundo a Casa Branca, aconteceu antes do encontro desta terça-feira, em Israel, entre o emissário especial dos Estados Unidos no Oriente Médio, George Mitchell, Netanyahu, o presidente Shimon Peres, e os ministros das Relações Exteriores e da Defesa Avigdor Lieberman e Ehud Barak.

Durante o encontro, num período de tensões inabituais entre os governos aliados dos Estados Unidos e de Israel, Obama reafirmou as grandes linhas de seu discurso no Cairo quinta-feira, aí compreendidos seu compromisso com a segurança de Israel, disse a Casa Branca.

Obama havia também, nessa ocasião, reclamado um congelamento total da colonização israelense na Cisjordânia ocupada, e a criação de um Estado palestino, duas exigências que vêm sendo fontes de desacordo entre os Estados Unidos e Israel.

Segundo a Casa Branca, Obama disse esperar com impaciência o discurso que o premier israelense deve pronunciar nesta semana e que, segundo Netanyahu, exporá "os princípios de sua política para a paz e a segurança".

Israel não vai mais confiscar fundos bancários do Vaticano


JERUSALÉM - A autoridade fiscal de Israel anulou nesta segunda-feira, 8, sua decisão de confiscar os fundos bancários do Vaticano no país, informou uma porta-voz do órgão.

Segundo a fonte, "o assessor fiscal (desse órgão) era da opinião de que se deviam coletar os impostos relevantes", tomando há alguns dias a ação pertinente para ele.

No entanto, "após consultar o conselheiro legal chefe da autoridade fiscal de Israel, se decidiu que o assunto está dentro do quadro de manutenção de status quo, a situação foi corrigida e a ação, cancelada."

A porta-voz não quis dar mais detalhes sobre a "ação" que foi tomada para obrigar a Igreja Católica a pagar os impostos devidos ao país, mas o portal Asia News afirmou que a Santa Sé recebeu uma notificação de que seus fundos locais haviam sido confiscados pelo Ministério das Finanças.

O chefe da Fazenda, Yehezkel Abrahamof, informou aos representantes da Igreja Católica sobre o confisco como maneira de obrigá-los "a cumprir de imediato as demandas fiscais que são aplicáveis a eles", assegura o Asia News.

Há 15 anos a Igreja Católica negocia com o Estado de Israel um acordo econômico que determine as obrigações fiscais dos religiosos, que possuem amplas propriedades e terras no país e que até agora não pagavam impostos por elas.

A apreensão temporária dos fundos locais do Vaticano aconteceu menos de um mês após a ida do Papa Bento XVI a Israel, em sua peregrinação à Terra Santa em maio.

domingo, 7 de junho de 2009

Dois extremos da questão israelense não aprovam discurso de Barack Obama no Cairo


RIO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sugeriu em discurso nesta quinta-feira no Cairo "um novo começo" entre os Estados Unidos e os muçulmanos de todo o mundo, e afirmou que "o ciclo de suspeitas e discórdia precisa terminar". Obama disse ainda que os Estados Unidos "não estão nem nunca estarão" em guerra contra o Islã, mas advertiu que seu país fará de tudo para enfrentar extremistas que representem uma ameaça à segurança do país.

" O mundo islâmico não precisa de sermões morais ou políticos. Precisa de uma mudança fundamental nas políticas americanas "

A tentativa de aproximação com o mundo islâmico, no entanto, gerou reações negativas nos dois extremos da questão palestino-israelense. Grupos radicais islâmicos, como o Hezbollah e a al-Qaeda, e os colonos que ocupam terras na Cisjordânia não aprovaram a iniciativa. Hassan Fadlallah, deputado libanês que integra o Hezbollah, rechaçou o que classificou de "sermão".

- O mundo islâmico não precisa de sermões morais ou políticos. Precisa de uma mudança fundamental nas políticas americanas, começando com a suspensão do apoio à agressão israelense na região, especialmente contra libaneses e palestinos, uma retirada americana do Iraque e do Afeganistão e a suspensão de sua interferência nos negócios de países islâmicos - disse Fadlallah.

O conselho de colonos Yesha divulgou uma nota na qual usa o nome do meio do presidente. Segundo o grupo, o governo de Israel deve "rejeitar a história fabricada de Obama" ( Vaticano elogia discurso ):

"Hussein Obama dá prioridade às mentiras árabes, que sempre foram contadas com determinação, às custas da verdade judaica, que é dita numa voz frágil e sem confiança"

" Foi um discurso extraordinário, um discurso que, certamente, vai virar uma nova página nas relações com o mundo árabe-muçulmano, espero, nos problemas que temos em várias partes da região "

A TV Al Jazeera pôs no ar, durante o discurso, trechos de uma mensagem creditada a Osama bin Laden, que exortou os muçulmanos a participar de "uma guerra contra os infiéis". O grupo radical Hamas, que ocupa a Faixa de Gaza, porém, reagiu de forma moderada ao discurso de Obama.

- Há uma mudança entre a linguagem do presidente Obama e os discursos anteriores de George W. Bush - disse Fawzi Barhoum, do Hamas.

Em nota, o governo de Israel elogiou a tentativa de Obama de conseguir a paz. Mas não mencionou os assentamentos nem o Estado palestino:

"Israel está comprometido com a paz e fará o possível para expandir o círculo da paz, ao mesmo tempo em que leva em conta seus interesses nacionais, o primeiro deles sendo a segurança", afirmou o premier Benjamin Netanyahu.

Leia outras reações ao discurso de Obama no Oriente MédioAmr Moussa, presidente da Liga Árabe

"O discurso foi equilibrado e ofereceu uma nova visão da reaproximação no que diz respeito às relações com Estados islâmicos. (O discurso indica que os Estados Unidos) vão lidar com as questões da região com um senso de equilíbrio. Isso inclui a questão palestina, o fim dos assentamentos israelenses e os direitos palestinos, que precisam ser respeitados."

Porta-voz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas

"A parte do discurso de Obama relativa à questão palestina é um passo importante em direção a um novo começo. Mostra que existe uma política americana nova, diferente, em relação à questão palestina."

Porta-voz do governo do Iraque

"O discurso foi histórico e importante e reflete uma direção positiva para o novo governo (em Washington) e é um novo começo. O uso de palavras do Alcorão tem um papel importante em uma mudança positiva, mas existe a necessidade de ação. O governo do Iraque está confortável com a clareza do presidente no respeito aos compromissos com o Iraque e o cronograma para retirada estipulado no pacto de segurança. Acredito que existe o apoio pelo direito ao Estado palestino e seu direito à vida, mas os árabes estão esperando que (os Estados Unidos) exerçam pressão em Israel para que eles parem com suas violações na Faixa de Gaza e na Cisjordânia."

Javier Solana, representante de Política Externa da União Europeia

"Foi um discurso extraordinário, um discurso que, certamente, vai virar uma nova página nas relações com o mundo árabe-muçulmano, espero, nos problemas que temos em várias partes da região."

Eric Goldstein, organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch

"Em termos de direitos humanos, teve muitos pontos recomendáveis... mas foi decepcionante, quando ele falou sobre democracia no mundo muçulmano, o fato de ele não ser mais específico a respeito de alguns dos problemas. Não esperava que ele destacasse o Egito, que foi o país anfitrião (do discurso), mas ele deveria ter falado, por exemplo, do estado de emergência que está em vigor há 30 anos. E não apenas no Egito, mas em outros países. Ele poderia ter falado sobre a prisão de dissidentes."

Israel diz que mundo não pode confiar na AIEA para supervisionar Irã



Jerusalém, 7 jun (EFE).- Israel considera que o recente relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o Irã mostra que a comunidade mundial não pode confiar nessa agência da ONU para supervisionar o programa nuclear iraniano.


Um comunicado do Ministério de Assuntos Exteriores israelense divulgado hoje afirma que "as descobertas (do aumento de urânio enriquecido no Irã) mostram que a comunidade internacional, e não só Israel, não pode depositar sua confiança na supervisão da AIEA sobre o Irã".


Na sexta-feira passada, essa agência das Nações Unidas revelou em relatório que o Irã continua enriquecendo urânio, violando três tipos de resoluções do Conselho de Segurança da ONU.


A AIEA afirmou que Teerã já produziu 1,339 mil quilos de urânio pouco enriquecido, 33% a mais que em fevereiro.


Israel considera que os dados desse documento mostram a incapacidade da agência para supervisionar de forma efetiva o programa nuclear iraniano, devido também à falta de cooperação por parte do Governo do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.


O Ministério de Exteriores israelense pede ao mundo que adote medidas concretas para frustrar as ambições nucleares da República Islâmica.


"O que se requer da comunidade internacional é uma ação imediata e firme para garantir que o Irã não terá capacidade de produzir armas nucleares", diz o comunicado.


A nota afirma que "a fraqueza atualmente mostrada pela comunidade internacional permite que um país como a Coreia do Norte possa implementar políticas desafiadoras, e o Irã é um aluno desta política".


A nota do Ministério de Exteriores também denuncia que a Síria é suspeita de tentar esconder evidências de uma atividade nuclear secreta.


Outro relatório da AIEA revelou na sexta-feira que tinham sido descobertas usinas de urânio processado na Síria.


A agência da ONU estudou informações da inteligência dos Estados Unidos que indicavam que a Síria tinha construído um reator atômico projetado pela Coreia do Norte com o objetivo de fabricar armamento nuclear, antes que Israel o bombardeasse, em 2007. EFE

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mais de 1,6 milhão de portabilidade no Brasil: sucesso ou necessidade?

Resultado divulgado pela ABR Telecom aponta que nos três primeiros meses de disposição em todo o território brasileiro a grande maioria dos processos foram atendidos com eficiência e, hoje, o cliente tem como escudo a consciência da liberdade em aceitar ou não o que as operadoras impõem como serviços.

Na quarta-feira, três de junho, o sistema de portabilidade numérica completou três meses de funcionalidade em todo o território brasileiro. Conforme apresenta a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), desde que entrou em vigor, os índices mostram um grande interesse da população, cujos resultados são mais de 1,6 milhão de solicitações de mudanças dos serviços das empresas de telefonia fixas e móveis.

A implantação do projeto no Brasil teve inicio em 1º de setembro de 2008, em algumas regiões. Hoje, atendendo todos os 67 DDDs existentes, a portabilidade é vista como uma ferramenta de liberdade de escolha, que impõem às operadoras melhora na qualidade dos serviços e respeito ao consumidor. A adesão brasileira se comprova nos números: de março a maio as solicitações são crescentes, tendo 252 mil de inicio e hoje são 285 mil migrações concluídas.

Segundo José Moreira, presidente executivo da ABR Telecom, a portabilidade é um resultado positivo e que está tendo êxito entre a população. Ele também se orgulha da agilidade do processo de implantação no País, concluído antes do prazo determinado pela Anatel. “Foi mais um passo para o desenvolvimento no setor da telefonia”, diz.

O número crescente de adeptos ao processo de migração é decorrente do incentivo e informação mútua dos órgãos públicos e da mídia em geral. Moreira acredita que uma pessoa informada consegue utilizar os seus direitos. “À medida que o sistema foi sendo implantado e os usuários tiveram mais informação do serviço, houve um crescimento gradativo de portabilidade”, completa.

Mesmo com os resultados positivos, ainda existem alguns problemas de adequação quanto ao projeto, dentre eles, regras técnicas estipuladas pela Anatel. Um exemplo que causou insatisfação entre os usuários foi a não liberação da portabilidade entre dois municípios que possuam o mesmo DDD. De acordo com o representante da ABR Telecom, o modelo brasileiro só permite a possibilidade de migração de móvel para móvel, caso os municípios possuam o mesmo DDD e, para os telefones fixos, a mudança só vale se o serviço estiver localizado em uma mesma localidade. “É um modelo criado pela Anatel e as operadoras têm de cumprir o regulamento”, diz.

José Moreira explica que há possibilidade técnica para a realização de até um sistema de migração nacional. No entanto, “para que isso seja possível, entraria em uma nova discussão na sociedade, além da necessidade de realizarmos um novo processo de preparo e adaptação no País”, explica.

Do levantamento realizado pela ABR Telecom, dos 1,6 milhão de pedidos, a cidade de São Paulo é líder das solicitações. Os números da capital paulista correspondem a 187.866, cuja liderança acontece por ser a maior concentração de aparelhos telefônicos utilizados no País.

Além da grande quantidade de portabilidade no município paulistano, o índice também aponta que a maioria dos serviços foi atendida pelas operadoras. Segundo informação do Procon-SP, desde que teve inicio o processo no DDD 011, a entidade recebeu apenas 116 reclamações.

Moreira acredita que o processo de migração esteja mais vinculado às conveniências dos usuários em querer mudar de uma operadora para outra e, com isso, possa tornar os serviços das operadoras melhores para não perder seus clientes. Para o representante da entidade de telefonia, o plano atende às necessidades e, além disso, é passível de aprimoramento.”Os usuários estão dando conta que agora possuem a total possibilidade de escolha. A portabilidade é útil para a população exercer os seus direitos de cidadão”, afirma.

Obama critica negação 'ignorante e odiosa' do holocausto


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aproveitou nesta sexta-feira uma visita ao antigo campo de concentração nazista de Buchenwald, na Alemanha, para criticar aqueles que negam o holocausto.

Obama, que passou pelo país em seu giro de volta do Oriente Médio, disse que os que defendem esta visão o fazem "sem base" e de forma "ignorante e odiosa".

Acompanhado da chanceler alemã, Angela Merkel, Obama caminhou por Buchenwald, onde cerca 250 mil prisioneiros foram mantidos entre 1937 e 1945. O campo foi liberado em 1945 pelas tropas americanas.

"Até hoje existem os que insistem em que o holocausto nunca aconteceu, uma negação de fato e verdade feita sem base, ignorante e odiosa. Esse lugar desmente essas idéias, é um lembrete de nossa tarefa de confrontar aqueles que contam mentiras sobre nossa história", criticou o presidente.

"Até hoje existem também aqueles que perpetuam todas as formas de intolerância, racismo, antissemitismo, homofobia, xenofobia, discriminação sexual e mais. Ódio que humilha as vítimas e nos diminui a todos."

Lição

Obama já havia tocado no tema do holocausto no dia anterior, quando falou em um discurso na Universidade do Cairo, no Egito, sobre o Irã, país cujo presidente nega o holocausto.

Antes da visita ao campo, Obama havia sugerido que Ahmadinejad - que nesta semana repetiu suas alegações de que o holocausto foi "uma grande fraude" - deveria visitar Buchenwald.

O presidente americano e a chanceler alemã carregaram cada um uma longa rosa branca enquanto caminhavam por Buchenwald acompanhados pelo sobrevivente do holocausto e vencedor do prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel.

Eles depositaram as rosas sobre uma placa memorial para as mais de 56 mil pessoas que morreram no campo. Depois eles visitaram as celas e o crematório.

"Não esquecerei o que vi aqui", disse Obama. Em seguida ele lembrou a história de um de seus tios-avôs, Charles Payne, que ajudou a liberar Ohrdruf, um campo satélite de Buchenwald.

Oriente Médio

Obama e Angela Merkel anunciaram ter discutido, na cidade alemã de Dresden, um plano para promover a paz entre israelenses e palestinos, prometendo "redobrar" os esforços para alcançar este objetivo.

"Agora é o momento de agir no que ambos os lados sabem ser verdade", disse Obama.

Mas o presidente americano não entrou em detalhes sobre os passos concretos de seu governo neste sentido.

Afirmou apenas que enviaria o representante americano para a região, George Mitchell, de volta à mesa de negociações com os principais envolvidos na questão.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Samsung exibe celular com câmera de 12 MP



A Samsung Electronics apresentou o primeiro modelo de celular do mundo com uma câmera de 12 megapixels embutida.

A estreia de telefones móveis com câmeras de alta definição prejudicou a indústria de câmeras fotográficas nos últimos anos. A Nokia, por exemplo, maior fabricante de handsets do planeta, também é a maior fabricante de câmeras digitais.

Segundo a Samsung, o novo Pixon12 chegará às lojas europeias neste mês - uma péssima novidade para a Sony Ericsson, que está anunciando um celular com câmera de 12 megapixels desde fevereiro mas só começará a vendê-lo no quarto trimestre.

Explorador do abismo


O submarino-robô americano Nireu conseguiu realizar a mais detalhada exploração da Fossa das Marianas, o lugar mais profundo da crosta do planeta. Com 11 mil metros de profundidade, a Fossa das Marianas fica no Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas. Desenvolvido por uma instituição de pesquisa americana, Nireu é o exemplo mais avançado de uma nova geração de submarinos-robôs que promete revolucionar o conhecimento sobre o fundo dos oceanos, que embora represente a maior parte da superfície da Terra é menos conhecido do que a Lua e Marte.

No futuro, submarinos como o Nireu poderiam participar de missões de busca, como a empreendida agora para encontrar os destroços do Airbus da Air France, que caiu no Atlântico Sul. No momento, o Nireu ainda é lento demais para esse tipo de trabalho. Mas no domingo passado, Nireu chegou ao fundo do Challenger Deep, um abismo dentro do abismo das Marianas.

Desenvolvido pelo Instituto Oceanográfico Woods Hole, Nireu consegue operar a uma pressão elevadíssima, mil vezes maior do que a do nível do mar e equivalente à de Vênus. Ele é capaz é de ir mais fundo que qualquer outro submarino e pode filmar e coletar amostras.

Até hoje, somente três submersíveis exploraram o fundo da Fossa das Marianas. O primeiro foi o batiscafo americano de fabricação suíça Trieste, com Don Walsh e Jacques Piccard a bordo, em 1960. O segundo, o robô japonês Kaiko, que fez três expedições ao abismo entre 1995 e 1998. Kaiko se perdeu no mar em 2003.

Para se ter ideia do que representa a profundidade do Challenger Deep, o ponto mais alto da Terra, o Monte Everest, tem 8.850 metros de altura e se ele fosse colocado no fundo das Marianas, ainda seriam necessários mais 2.150 metros para alcançar a superfície.

- Nireu é diferente de qualquer outro submarino-robô. Ele tem operação mais simples e capacidade para explorar vastas áreas com grande eficiência. Nossa grande conquista não foi apenas chegar ao ponto mais fundo dos oceanos, mas abrir uma nova frente para o conhecimento das profundezas, que podem abrigar alguns dos ecossistemas mais ricos e misteriosos da Terra. Podemos virtualmente explorar qualquer lugar - disse o gerente da missão, Andy Bowen.

Nireu se comunica com a superfície através de um cabo de fibra ótica superfino e resistente. Mas ele também pode operar como um submarino autônomo. No domingo, controlado por cientistas a bordo do navio de pesquisa Kilo Moana, Nireu coletou sedimentos do fundo do Challenger Deep.

- São amostras do ponto onde duas placas tectônicas se encontram, um dos lugares de grande atividade sísmica do Pacífico - disse a geóloga Patty Fryer, que integra a missão.

Uma das metas da expedição é determinar a profundidade exata do Challenger Deep, até hoje uma incógnita.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Windows 7 será lançado em 22 de outubro


A Microsoft anunciou nesta terça-feira que a nova versão de seu sistema operacional, o Windows 7, será lançado em 22 de outubro. A informação é doWall Street Journal, e foi dada pelo executivo da empresa Bill Veghte, vice-presidente sênior.

Com a chegada da Seven às prateleiras, a Microsoft aproveita a véspera da temporada de feriados de final de ano nos Estados Unidos, quando a demanda por computadores tende a aumentar.

Muito da antecipação da data em relação ao prazo esperado, janeiro de 2010, se deve ao retorno obtido com o release candidate, disponibilizado ao público em maio.

– O retorno do release candidate foi muito bom – declarou Veghte.

Visando a data, a empresa deve fechar o desenvolvimento do Windows 7 até o final do próximo mês, revela Ina Fried, do site CNet News.

A confirmação do lançamento em outubro vinha sendo antecipada há alguns meses por fabricantes e em declarações de executivos da empresa, que apostavam numa data anterior ao 1º de janeiro desde o início do desenvolvimento do sistema operacional.

Jobim confirma que destroços são de avião da Air France

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira (2) que os destroços visualizados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) durante operação de buscas são da aeronave da Air France desaparecida no Atlântico desde domingo com 228 pessoas a bordo.

Não há a menor dúvida que os destroços são do avião da Air France", afirmou Jobim a jornalistas durante entrevista coletiva no Rio.

"O KC 130, nosso Hércules, visualizou destroços, ou seja, viu materiais diversos", acrescentou o ministro.

Foi encontrado um conjunto de destroços dispostos ao longo de uma faixa de 5 quilômetros de extensão, informou Jobim. O material encontrado é formada basicamente por restos metálicos e fiação. Nenhum corpo foi avistado até o momento. A região está a 650km de distância de Fernando de Noronha, próximo ao arquipélago São Pedro São Paulo.

O navio da Marinha Grajaú é esperado amanhã (3) de manhã no local onde foram encontrados os destroços. Ainda de acordo com o ministro, aviões da FAB continuam sobrevoando a região em busca de vítimas e outras peças do avião.

Destroços
A Força Aérea Brasileira (FAB) detectou os destroços na manhã desta terça, mas ainda não havia confirmação se eram do Airbus 330 da Air France. “As posições desses retornos foram marcadas por coordenadas e motivaram o replanejamento das buscas concentrando-se agora 650 km a nordeste de Fernando de Noronha”, informou coronel da Aeronáutica Jorge Amaral, em entrevista concedida nesta manhã. O primeiro navio mercante que chegou ao local afirmou que não havia encontrado nenhum material.

Histórico
O voo AF 447 da Air France, operado por um Airbus A 330-200, desapareceu com 228 pessoas a bordo depois de decolar do Rio às 19h de domingo (31). A chegada na capital francesa estava prevista para as 6h15 (de Brasília), segundo a empresa.

A companhia informou que localizou a zona onde ocorreu a tragédia. Segundo comunicado, o desastre aconteceu a meio caminho das costas do Brasil e da África. O governo brasileiro participa das buscas com aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e navios da marinha.

A expectativa de encontrar sobreviventes, no entanto, é muito pequena. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, visitou o aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, onde o avião deveria chegar, e declarou que o acontecido "é um acidente trágico. As chances de serem encontrados sobreviventes são muito pequenas".

Dentre 228 os passageiros, 126 são homens, 82 mulheres, além de sete crianças e um bebê. Dos tripulantes, três são responsáveis pela condução da aeronave e 12 pelo atendimento aos passageiros.

A Air France informou que não vai divulgar a lista oficial com os nomes dos passageiros até contatar todas as famílias. No entanto, a companhia já afirmou que havia 58 brasileiros no voo. Este número diverge do divulgado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que disse haver 57 pessoas do Brasil no avião.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Benção

O Zaquen Ailton trouxe a benção sobre a chaverá que estava fazendo aniversário a pequena Talia.




shavuah tov

Havdalá

Havdalá neste shabat foi ministrada pelo nosso chaver Eliel.
Logo após a havdalá tivemos a benção sobre a chaverá Talia cuja é filha do Chaver Paulo o nosso recepcionista vulgo Porteiro haha...
shavuah tov.

Shabat


Neste Shabat tivemos a pregação feita pelo nosso querido Rosh Moshe Ben Yishai.
Nesta mensagem do Shabat ele nos falou palavras muito sabias que devemos refletir.
"D-US merece o melhor de todos nós, Ele merece todo o nosso esforço pois ele é o criador do Universo que nos dá o ar que respiramos todos os dias e de tão bom que Hashem é Ele nos deu a livre escolha de sermos seus cervos ou não, por isso Ele quer pessoas corajosas,humildes,NÃO covardes que tem medo de seguir seus mandamentos. Devemos ser GRANDES como Zaqueu que nao se contentou em ficar em meio a multidão para ver Yeshua, mas sim, ele superou obstáculos, subiu em uma árvore para que pudesse ver a Yeshua." Essas Foram as Palavras de sabedoria de nosso querido Rosh Moshe.
shavuah tov.

Shabat em Ponta Grossa(30/05/09)


Neste Shabat 31/05/2009 tivemos a presença do Rosh Moshe ben Yishai e sua familia.
Na musica contamos com a ajuda de nosso querido Chaver Abel o qual é filho do Rosh Moshe, ele nos ajudou com seu instrumento o violino,apesar de ser muito novo toca muito bem.
Também tivemos o especial das Crianças Eduarda e Eliabe filhos do Haver Eliel, o Chaver Eliel toca teclado contra baixo tudo ao mesmo tempo há e não posso esquecer que ele também Canta haha.
shavuah tov.